LVMH inclui mais um produtor de vinhos em seu portfólio etílico

Controlada por Bernard Arnault, recém-alçado ao posto de segundo mais rico do mundo, a LVMH fecha com o Château du Galoupet

Não se sabe se Bernard Arnault brindou sua promoção, em julho, ao posto de segundo homem mais rico do mundo. Com uma fortuna de US$ 103,3 bilhões, o francês desbancou Bill Gates, hoje US$ 200 milhões “mais pobre” que ele. E ficou mais perto de Jeff Bezos, dono de US$ 162,3 bilhões.

Desnecessário dizer que para alguém como Arnault o céu é o limite quando é preciso escolher o que servir na hora do brinde. Até porque muitas das bebidas mais incensadas do mundo são dele.

Arnault é CEO e maior acionista da LVMH, conglomerado do luxo que, além de das grifes Louis Vuitton, Bulgari e Tag Heuer, entre muitas e muitas outras, dispõe de um vasto portfólio etílico. Moët & Chandon, Krug, Veuve Clicquot, Hennessy, Dom Pérignon, Chandon e Belvedere são as marcas mais conhecidas globalmente. Mas o portfólio todo é composto por 26 operações, que geraram € 5,1 bilhões em vendas no ano passado.

O novato do grupo é o Château du Galoupet, situado na Provence, na França. Anunciada em maio, sua compra foi concluída em julho. Como manda a denominação de origem Côtes-de-Provence, a vinícola produz vinhos cru classé desde 1955.

Ela se espalha por 157 hectares, 68 deles tomados por vinhedos, e produz principalmente roses, que correspondem a 90% da produção, além de brancos e tintos. A aquisição saciou a vontade da LVMH de dominar o mercado global de bebidas de luxo? Ninguém acredita que sim.