Livre-se do suor e aprenda como cuidar das suas peças no verão

Com a chegada das temperaturas mais altas, é preciso pensar no guarda-roupa, seja o de trabalho, casual ou esportivo

Por Gabriel Marchi

Nada mais deselegante que o suor. Para você não fazer feio no calor, conversamos com especialistas no assunto para entender quais tecidos são mais indicados para os dias mais quentes e as dicas essenciais para cuidar bem das roupas.

As peças sociais merecem atenção especial, avisa Rejane do Nascimento, especialista da rede de lavanderias 5àsec. “Suor é natural do corpo”, diz, “mas a mistura de suor e poluição torna as fibras dos tecidos mais frágeis, especialmente quando eles estão sujeitos a lavagens mais frequentes”. Por isso, nos dias mais quentes, os cuidados devem ser redobrados.

A primeira coisa é determinar a frequência de uso de cada peça. Blazers e calças sociais que forem usados uma vez por semana devem ir à lavanderia uma vez por mês. Já os de uso diário precisam de lavagem semanal. Rejane também recomenda não devolver nenhuma peça direto para o armário após o uso, mas deixá-las arejando por pelo menos seis horas.

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As camisas, que têm contato direto com a pele, precisam de mais cuidados e lavagem a cada uso. “Se a camisa tem duas cores ou mais, é preciso colocar um neutralizante no enxágue para que o corante fixe melhor, além de fazer uma centrifugação extra com uma toalha seca para que uma cor não escorra na outra”, explica Rejane. A tradicional undershirt, camiseta branca que vai por baixo das camisas, ajuda muito, diz a especialista, na conservação das peças de fibras mais delicadas contra o suor. Para as cidades e dias particularmente quentes, algodão é a pedida. E as dicas não param por aí: quando for buscar roupas na lavanderia, tire-as do plástico antes de guardar no armário. Além disso, abra os armários uma vez por semana para as fibras respirarem.

As peças voltadas para a prática de esportes, que têm contato inevitável com suor, também têm características próprias e precisam de cuidados especiais. Carla Fischer, gerente de desenvolvimento têxtil da Mizuno, explica que, quando o assunto é performance, o diabo mora nos detalhes – e nos tecidos tecnológicos desenvolvidos em laboratório.

Por ser um país tropical, as peças de tecido mais “gelado” fazem sucesso no Brasil, em especial a poliamida combinada com o náilon. Mas quem procura o máximo de performance e secagem rápida tem como melhor amigo o poliéster. “É o que há de mais moderno hoje”, afirma Carla. Outro ponto importantíssimo para quem pratica esportes – especialmente em cidades litorâneas – é a proteção contra o sol. “Tanto a poliamida quanto o náilon têm fator de proteção solar, que pode chegar até 40”, conta Carla. “Mas só se não for furadinho”, completa, já que esse deixa passar a luz e os raios UV.

Alvo de lavagens muito frequentes, as peças esportivas ganham durabilidade se forem bem cuidadas. “A primeira coisa é lavar com sabão neutro e nunca deixar de molho”, aponta. Amaciante também é contraindicado: “O amaciante cria uma película que neutraliza a tecnologia da peça”, avisa. Bem como torcer após lavar. “É preciso espremer; do contrário, você rompe os fios de elastano, que são como silicone, o que prejudica a durabilidade da roupa”, afirma. Por fim, o básico: jamais guarde a peça molhada.

Seguindo todas essas regras, de acordo com Carla, as peças podem durar de oito meses a um ano, dependendo da frequência de uso – além de conservar seus aspectos tecnológicos de absorção, performance e proteção UV.