Lenços e lendas

Símbolo de elegância, substituto da gravata e companheiro de mitos, um lenço diz muito sobre quem usa

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Um homem elegante nunca pode deixar de usar sua gravata. Esta premissa vem sendo repetida durante décadas e décadas como uma verdade absoluta, mas não se sustenta mais. A gravata pode, sim, ser substituída por um adereço que confere muito mais estilo ao visual: o lenço de bolso. E não se trata de frescura.

Somente homens com bom gosto conseguem usar lenços sem parecerem palhaços. Esses acessórios substituem e completam a gravata de maneira que até o mais aéreo para os assuntos de moda vai parar para admirar. Não é à toa que os principais tipos de lenços levam nomes de figuras relevantes que imortalizaram a peça

Chegar ao lenço ideal, no entanto, não é simples. A primeira dica que se deve ter em mente é escolher uma cor que dê destaque à camisa ou, se houve, à gravata. Normalmente, a cor branca costuma ser coringa nesta história, embora não seja a ideal para os mais jovens. Os tons mais escuros conferem estilos mais fortes no visual. É preciso paciência diante do espelho para testes e mais testes de combinação.

O lenço pode ser dobrado com pontas ou de forma reta. A melhor opção, porém, é apertar o centro e enfiar a ponta para dentro do bolso. Uma vantagem do lenço é que existem diferentes maneira de se usar.

Astaire  – Pegue um lenço de seda e estenda-o. Aperte o centro e deixe que o tecido se acomode ao redor

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Churchil – É quase o mesmo que o Astaire, mas com a diferença que nele se dobra os cantos depois para chegar a um estilo amarrotado. Também deve ser feito com seda.

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JFK – Pode ser feito em seda, linho ou algodão. Deve ter uma estampa discreta e é muito comum no mundo corporativo.

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James Bond –  É reto. Comum para jornalistas e políticos, é um estilo simples que pode ser feito com linho branco ou algodão.

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