“Lady Bird” tem cacife para alçar voo no Oscar

Em sua estreia como diretora, a badalada Greta Gerwig (Frances Ha) acerta com o filme de perfil indie, despretensioso, mas que pode tocar o coração

Em sua estreia como diretora, a badalada Greta Gerwig (Frances Ha) acerta com Lady Bird, filme de perfil indie, despretensioso, mas que pode tocar o coração (mais que a mente) de muita gente.

Saoirse Ronan é Christine, auto-rebatizada como a Lady Bird do título. Quer voar, deseja fazer faculdade fora da cidade de Sacramento, onde mora com a mãe e o pai. O ambiente é meio pesado.

A mãe (Laurie Metcalf) pega duro, é controladora ao extremo e trabalha por dois. O pai (Tracy Lets), com o qual a garota se identifica mais, está desempregado.

O filme não tem qualquer grande novidade. Traz uma história clássica de passagem da adolescência para a idade adulta. Com os primeiros namoros, a indefinição profissional, as brigas com os pais, etc.

É bem dirigido por Greta e interpretado com graça por Saoirse. Pode muito bem surpreender neste Oscar problemático. Está indicado em cinco categorias, todas fortes: filme, direção, roteiro, atriz e atriz coadjuvante. É jovem e simpático, e tudo isso conta.

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