James Dean volta digitalmente em novo filme 64 anos após sua morte

Falecido em 1955, o ator recriado digitalmente vai "interpretar" um papel secundário no filme "Finding Jack"

Mais de 60 anos após sua morte, o ator americano James Dean reaparecerá em um novo filme graças a efeitos digitais que recriarão sua imagem, informou The Hollywood Reporter.

Falecido em 1955, o ator recriado digitalmente vai “interpretar” um papel secundário no filme “Finding Jack”, que conta a história de cães de guerra abandonados no Vietnã pelo exército dos Estados Unidos durante a guerra contra este país, segundo a publicação especializada em entretenimento.

A produtora responsável por “Finding Jack”, Magic City Films, divulgou que duas empresas especializadas em efeitos especiais, a canadense Imagine Engine e a sul-africana MOI Worldwide, estão recriando digitalmente o corpo inteiro do ator com base em fotos e filmes de arquivo, sem sobrepor a imagem dele no corpo de um dublê.

A Magic City Films pode lançar o projeto porque controla os direitos de utilização da imagem de James Dean, adquirida da família do astro de “Assim Caminha a Humanidade” (“Giant”, 1956).

“A família vê isso como seu quarto filme, um filme que ele nunca fez”, disse à AFP Anton Ernst, co-fundador da Magic City Films e co-diretor do filme com Tati Golykh. “Não pretendemos decepcionar os fãs”, acrescentou.

James Dean morreu em 30 de setembro de 1955 em um acidente de carro, aos 24 anos. O Porsche que ele estava dirigindo colidiu em outro veículo numa estrada da Califórnia.

Durante sua breve carreira de ator, participou de vários programas de televisão e estrelou apenas três filmes “Vidas Amargas” (“East of Eden”, 1955), “Juventude Transviada” (“Rebel Without a Cause”, 1955) e “Assim Caminha a Humanidade”.

Por “Vidas Amargas” e “Assim Caminha a Humanidade” foi indicado ao Oscar, o que o levou a ser considerado um dos atores mais talentosos de sua geração.

A inclusão de um ator falecido recriado totalmente digitalmente numa produção inédita marca uma nova etapa no uso da tecnologia no cinema.

Hollywood já recorreu à sobreposição digital de rostos de atores já falecidos em dublês, como aconteceu, por exemplo, em “Velozes e Furiosos 7” com Paul Walker, que faleceu em 2013 enquanto o filme era produzido.