França persegue ouro em quatro modalidades

A má notícia para o país é a ausência do medalhista de bronze em Pequim nos 1.500 metros, Mehdi Baala

Paris – A França estará presente nos Jogos Olímpicos com esperança de brilhar no atletismo, na esgrima, no handebol e no judô, levando à Londres estrelas como Laura Flessel e Teddy Riner, fortes candidatos a subirem ao pódio.

Entre as modalidades que lideram o quadro de medalhas da França na história dos Jogos, está o atletismo, cuja equipe estará em Londres liderada pelo o atleta do salto com vara Renaud Lavillenie e pelo jovem velocista Christophe Lemaitre, que competirá nos 100 e 200 metros rasos.

A má notícia para o país é a ausência do medalhista de bronze em Pequim nos 1.500 metros, Mehdi Baala, uma das duas únicas medalhas do atletismo obtidas na capital chinesa.

A esgrima desponta como a maior esperança ouro para o país. Até agora, os franceses foram campeões olímpicos na modalidade 41 vezes. O maior nome atual do esporte é Laura Flessel, porta-bandeira na cerimônia de abertura, que acontecerá nesta sexta-feira.

Aos 40 anos, a atleta nascida em Guadalupe e dona de cinco medalhas olímpicas terá como principais companheiros de equipe Erwann Le Pechoux e Victor Sintès.

A seleção de handebol masculina, uma das equipes mais vencedoras no esporte atualmente, é outra que merece destaque, por ser atual campeã olímpica (2008) e bicampeã mundial (2009 e 2011). A França, contudo, vem de participação ruim no Campeonato Europeu disputado neste ano, em Belgrado, quando caiu na segunda fase.


O judoca Teddy Riner, campeão mundial e europeu, busca o inédito ouro olímpico, depois de terminar na terceira colocação em Pequim-2008, na competição vencida pelo compatriota David Douillet.

Não faltam estrelas francesas no basquete, apesar da busca por medalha não ser fácil. A aposta é em jogadores da NBA, como Boris Diaw, Nicolas Batum e Tony Parker. Este último, o craque da equipe, foi liberado para atuar após ter passado por cirurgia no olho esquerdo, no mês passado.

Na natação, os maiores expoentes são Hugues Duboscq, medalha de bronze em Atenas, além de Laure Manaudou, que nos Jogos de 2004 ganhou três ouros, mas quatro anos depois teve uma atuação considerada catastrófica.

Os desfalques também são consideráveis. Campeão dos 100 metros livres nos Jogos de Pequim, Alain Bernard se classificou apenas para o revezamento, e Frederick Bousquet, amigo e rival de César Cielo.

Orgulho da França, que o considera seu canoísta número 1, Tony Estanguet, de 34 anos, sonha com seu terceiro título olímpico. Em Sydney-2000 e Atenas-2004, o atleta colocou o país no alto do pódio e espera voltar ao topo dos Jogos Olímpicos deste ano.

Os atletas franceses chegam a Londres dispostos a repetir o bom desempenho de Pequim, quando obtiveram seu segundo melhor papel na história dos Jogos Olímpicos – o melhor foi em Paris 1900 – com 41 medalhas no total, sendo sete delas de ouro.