Felipão lamenta chances perdidas no primeiro tempo

Mais calmo do que nas últimas entrevistas coletivas, o técnico atribuiu a pressão às falhas nas finalizações da equipe no primeiro tempo

Fortaleza – Luiz Felipe Scolari evitou valorizar o sufoco que a seleção brasileira enfrentou diante da Colômbia nos minutos finais da partida desta sexta-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte.

Mais calmo do que nas últimas entrevistas coletivas, o técnico atribuiu a pressão às falhas nas finalizações da equipe no primeiro tempo, quando o Brasil já vencia por 1 a 0.

“No primeiro tempo, se tivéssemos concluído melhor nas chances que tivemos, duas ou três vezes com o Hulk, terminaríamos o primeiro tempo com um pouco mais de tranquilidade. Mas o goleiro fez boas defesas. Tivemos mais oportunidades e poderíamos ter feito o segundo gol”, disse Felipão.

Na avaliação do treinador, a seleção brasileira foi dominante em quase toda a partida. E teve mérito por não se desestabilizar na segunda etapa, quando a Colômbia foi para cima e chegou a descontar o placar, com um gol de pênalti.

“Quando tomamos o gol, foi em uma jogada que perdemos a bola. Isso gera uma intranquilidade momentânea, uma avalanche em cima da nossa equipe porque a Colômbia colocou três atacantes e tinha mais o James [Rodríguez], que ficava flutuando. Tivemos alguma dificuldade”, reconheceu.

Apesar da pressão, a seleção soube se defender nos minutos finais da partida, graças principalmente ao bom desempenho do meio-campo, tão criticado no jogo passado.

“Com Paulinho e Fernandinho no meio-campo, foi bonito de ver a pegada, a troca de posições, a série de jogadas do primeiro tempo”, comentou.

Felipão, no entanto, admitiu que ficou preocupado com o ritmo acelerado da equipe mesmo quando já estava liderando o placar.

“Poderíamos ter mais cadência no segundo tempo, quando fizemos 2 a 0. Poderíamos ter dado uma sentada no jogo. Mas continuamos acelerados. Parecia que tinha que fazer três, quatro gols para mostrar para todo mundo que o time estava bem. Não precisamos fazer isso”, comentou.

Mesmo em alerta, o técnico se mostrou compreensível com a postura dos brasileiros.

“O meu time corre muito. Esses jogadores têm uma dedicação espantosa. Mas é preciso ter o equilíbrio de parar um pouco o jogo, valorizar a posse de bola e não querer fazer três ou quatro gols”, declarou.