Farei comédia “até morrer”, diz Sandra Bullock

Apesar de seu novo filme ser um drama, "Miss Simpatia" garante que jamais irá abrir mão de papéis cômicos

Veneza – Sandra Bullock telefonou para astronautas na Estação Espacial Internacional para pegar dicas para o seu papel em “Gravidade”, drama espacial que estreou nesta semana no Festival de Veneza, mas a “Miss Simpatia” dos EUA garante que jamais irá abrir mão de papéis cômicos.

“Farei comédia até o dia em que eu morrer: comédia inapropriada, comédia engraçada, comédia que mexe com os gêneros, comédia retorcida, qualquer comédia que houver”, disse Bullock à TV Reuters na quinta-feira.

“Até um programa de TV ruim – se for aí que eu tiver de ir no final das contas, irei se houver comédia”, disse ela um dia depois da exibição em Veneza de “Gravidade”, filme no qual ela e George Clooney vivem dois astronautas à deriva no espaço depois de terem sua nave atingida por um míssil russo.

Há relatos de que Bullock e Clooney não eram as primeiras escolhas do cineasta mexicano Alfoson Cuarón para esses papéis. Mas a atriz diz que se vingou.

Numa entrevista coletiva de quarta-feira, ela contou que sua preparação para o papel incluiu fazer uma chamada à Estação Espacial Internacional, deixando um recado para os astronautas. Com uma ponta de espanto na voz, ela contou que foi respondida.

“Eu ficava fazendo perguntas idiotas – ‘Onde vocês vão ao banheiro’ -, e no final obtive um ponto de vista dessas pessoas que idolatramos, esses astronautas”, disse ela.

“E o ponto de vista é que eles se importam com a vida, com a nossa vida e muito com o que eles têm feito com ela – por isso eles estão lá em cima. Mas fiquei realmente honrada por eles terem retornado a minha chamada, e a gente sabe que eles são pessoas normais que fazem coisas extraordinárias.” Ela disse que a filmagem de “Gravidade”, precisando passar muito tempo numa caixa iluminada por lâmpadas LED, por causa dos efeitos especiais, foi física e mentalmente desafiadora.

“Não foi um passeio no parque para nenhum dos envolvidos, especialmente Alfonso”, disse Bullock.

“Falo da imensa pressão sob a qual ele estava, os técnicos estavam, ninguém sabia se isso funcionaria até o dia em que entrei no primeiro aparelho. Nem eles sabiam se isso iria funcionar tecnicamente ou se o ator no aparelho conseguiria, era uma grande incógnita a cada dia, porque estávamos todos no mesmo barco.”