Falando e ganhando

O mais polêmico apresentador esportivo da TV completa 40 anos na “primeira divisão” dos meios de comunicação e comemora lançando sua biografia. A VIP acompanhou o mineiro em um de seus longos domingos de trabalho em que não para de usar a voz: “Se eu falar quanto ganho, causarei muita inveja. Uns dez por aí iriam se aposentar, só de frustração”

O mineiro Milton Neves Filho que chegou a São Paulo em 1972 para cursar jornalismo era verde de tudo. Conseguiu um emprego na rádio Jovem Pan como setorista de trânsito na sede do Detran. Inexperiente, travado e nervoso na grande metrópole, escrevia antes num papel cada palavra que iria falar no ar – inclusive o “bom dia” que daria ao apresentador. O ritmo era bem mais intenso que suas experiências radiofônicas em sua cidade natal Muzambinho, onde estreou aos 16 anos, e em Curitiba, onde morara no ano anterior.

Mesmo “foca” inseguro, aproveitou a primeira folga para visitar Muzambinho, sentindo-se “todo pimpão” por estar numa grande emissora paulistana. Nem conseguiu botar banca: as ondas da Pan não chegavam à cidade mineira e ninguém nem sabia o que era a emissora. Ali, as únicas rádios paulistas que pegavam eram Tupi e Bandeirantes (pela qual Milton ouvia jogos de futebol desde a infância).

Decepcionado, Milton regressou a São Paulo, onde morava no porão de uma pensão, e foi lamentar-se com outro muzambinhense na metrópole, Nicolau Anechinni, marido de uma prima de sua namorada (e, desde 1978, sua esposa), Lenice. “Nicolau, vou embora. Vou deixar a Pan e voltar para Muzambinho”, queixou-se. E Nicolau disparou: “Tá, vá embora. Mas o que você vai fazer lá em Muzambinho?”

“Foi a grande pergunta da minha vida”, relembra Milton hoje, no estúdio da Rádio Bandeirantes, para a qual se transferiu em 2005. “E não tive resposta porque o que eu estava fazendo era me acovardando. Por isso queria ir embora. Mas fiquei. E isso já faz 40 anos em junho agora.”

É apenas uma de muitas histórias (sobre ele ou sobre futebol) que o jornalista, apresentador e publicitário tem armazenadas na memória. Prestes a fazer 61 anos – em agosto –, decidiu reuni-las numa biografia que deve chegar às livrarias entre final de abril e começo de maio: Milton Neves (Editora Lazuli, preço a definir), na qual o jornalista Cláudio Júlio Tognolli organizou em texto os depoimentos de Neves. Algo semelhante ao que Tognolli fez em 50 Anos a Mil, a biografia do roqueiro Lobão lançada em 2010.

“O Tognolli, com quem trabalhei na Pan, sempre me falava que queria fazer meu livro”, diz Milton. A VIP teve acesso a uma primeira versão da obra. Entre várias passagens sobre sua carreira, o apresentador revela detalhes da vida particular. Alguns dramáticos, como a crise de gota em que, segundo ele, quase morreu. Com muita dor, Neves desmaiou e só não bateu a cabeça com tudo no chão porque sua queda foi amortecida por uma mesinha.

Trabalhando em jejum

Com os dons da memória prodigiosa e da fala de improviso (o rapaz nervoso de 1972 logo se soltou), ele tornou-se radialista de sucesso e, nos últimos 13 anos, um apresentador de TV com repercussão nacional. Além disso, o talento para polemizar, fazer perguntas cabeludas – cujo potencial explosivo é diluí­do pelo sotaque interiorano – e a desinibição para o merchandising só aumentaram sua fama e riqueza.

Muito bem estabelecido, ele ainda não se permite encostar o corpo. Aos domingos, quando é ouvido no rádio e aparece na TV, seu dia de trabalho fica em torno de 12 horas. A VIP testemunhou uma jornada inteira em março.

“O duro é acordar. Depois que chego aqui é fácil. Se precisar, sou capaz de ficar 20 horas falando no ar, de improviso, sobre qualquer coisa em língua portuguesa. No rádio, sou um Pelé. Já na TV, sou um Dedé do Vasco”, diz Milton.

O que impressiona é que ele encara o dia cheio em absoluto jejum. “Há 40 anos, tenho um hábito alimentar ridículo, todo errado”, ele penitencia-se. “Não como nada, nem café da manhã em casa. Só vou comer às 10 da noite. E aí como um montão e tomo um vinho.” Além do jejum, estava cansado pela correria que enfrentou na sexta e no sábado, quando foi a Recife receber um título de cidadão honorário e inaugurar o novo centro de treinamento do Santa Cruz. Ao chegar em sua casa no sábado, por volta de 19h30, nem pôde descansar: teve de ir ao jantar de aniversário (do qual tinha se esquecido completamente por causa da viagem) do caçula de seus três filhos. Só foi dormir depois de meia-noite.

Às 8h da manhã do domingo, Milton pisa no prédio que abriga as emissoras de rádio e TV da Bandeirantes no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo. Prepara-se para entrar no ar pela Bandeirantes AM. Entra no estúdio, deposita a maleta de couro marrom no chão, senta-se diante do microfone, de um computador em que checa os e-mails constantemente e de três monitores de televisão. Às 9h, inicia o Domingo Esportivo e desanda a falar até o início da transmissão da rodada de futebol. Sem dar sinais de desgaste na voz. “A única coisa que me faz mal é ar condicionado. Mas fiquei cinco anos sem problema de garganta graças a umas pastilhas chinesas de medicina alternativa, de gosto muito ruim. Tomava uma a cada 15 dias. Mas, na última vez em que fui comprar, soube que a Anvisa tinha proibido”, ele conta.

O bate-papo que valeu uma carreira

A função de âncora esportivo deve-se àquele emprego inicial de repórter de trânsito. Apaixonado por futebol e pelo Santos desde os 8 anos, lotou a memória ouvindo rádio e lendo os jornais A Gazeta Esportiva e O Estado de S. Paulo. A vasta cultura futebolística precoce deu fruto quando o narrador Osmar Santos lhe procurou no Detran em 1973.

Osmar era a grande revelação da Jovem Pan e, na época, o locutor de jogos de maior sucesso em São Paulo. Comprou um Corcel novo e, como queria uma placa personalizada, procurou o colega de emissora no Detran. Depois de conversas com as autoridades certas para que a placa saísse em poucas horas, Milton ficou fazendo sala para o narrador.

“O Osmar já era astro e eu não era ninguém, mas ficamos ali conversando por umas três horas. Lembrei de jogadores e dos locutores que eu ouvia. O Osmar foi embora com a placa dele. Eu ainda estava no Detran quando o Fernando Vieira de Mello, diretor da Pan, me ligou e disse: ‘O Osmar chegou aqui contando que você é um talento desconhecido, que sabe tudo de futebol e rádio… Quero saber se é verdade. Hoje você não vai cobrir o trânsito; vai fazer o plantão do futebol’ ”, recorda Milton, que substituiu um repórter chamado Fausto Silva (sim, o atual Faustão do Domingão da Rede Globo).

De plantonista, Milton começou a entrar no ar nas manhãs de domingo. Em 1982, ampliou seu papel de âncora nas horas pós-jogo com o programa Terceiro Tempo, nome que registrou e que viria a batizar também seu atual programa de TV, seu portal de internet e sua empresa de publicidade.

A memória sobre futebol que impressionou Osmar Santos segue intacta em 2012. No programa de rádio, quando entram trechos da narração original do jogo de 1968 em que o Corinthians venceu o Santos de Pelé após 11 anos de tabu, Milton quase entra em transe com as lembranças. De olhos fechados, sem consultar anotações, Milton solta no microfone detalhes da partida e o paradeiro dos jogadores que a disputaram. Divaga recitando rapidamente escalações completas antigas e exalta Pelé, seu maior ídolo. “Tenho quase certeza de que sou a pessoa que mais falou a palavra Pelé na Terra”, ele comenta.

Pouco depois, o ex-jogador Neto passa rapidamente pelo estúdio da rádio antes de ir comentar o jogo das 16h pela TV Bandeirantes. Num intervalo, brinca e provoca Milton com uma intimidade de velhos amigos. “Estava vendo a matéria com você lá na câmara de Recife. Mas você é muito narcisista, pô! Mito?!?”, cutuca Neto.

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A tal matéria mencionada por Neto era sobre a nova cidadania recifense do apresentador e seria vista pelo público horas depois no Terceiro Tempo da TV. Nela, o repórter encerrava dizendo que agora, em Recife, Milton Neves passava a ser “Mito Neves”. Tanto exagero que, assim que a exibição da reportagem terminou, o próprio Neves acrescentou no ar, encabulado:  “Também não era para tanto…” Posteriormente, Milton diz à VIP: “Há quem me chame de mascarado. Não sou mascarado, sou realista”.

Ao chamar os repórteres que estão nos estádios para a cobertura da rodada, Milton acaba se infiltrando numa entrevista com Mario Gobbi, presidente do Corinthians, que tem a fala lenta e já sofreu muito com uma gagueira. Indaga sobre a fonoaudióloga que o dirigente começou a consultar e até mesmo gagueja de brincadeira – e Gobbi responde tudo sem jamais demonstrar que tenha se sentido ofendido ou invadido com as brincadeiras e perguntas. Apenas mais um caso em que Neves lança questões arriscadas e obtém respostas satisfatórias. “Consigo desarmar o entrevistado, que sabe que não tenho maldade. Mas já levei muita porrada também. Não pense que só me saí vencedor.”

O pulo para a TV

A passagem de Milton do rádio para o vídeo foi gradual. Em meados dos anos 1980, ele fez suas primeiras incursões participando como convidado do Mesa Redonda, da TV Gazeta de São Paulo. Em 1990, foi apresentador e narrador na TV Jovem Pan, canal de UHF que durou pouco. E em 1992 apresentou na Rede Manchete o Canal 100, com lances de jogos antigos. O grande pulo só viria em 1999, quando foi convidado para apresentar o Super Técnicos, debate nos domingos à noite só com treinadores de futebol.

A TV amplificou nacionalmente a fama que Milton tinha em São Paulo. “Eu já achava que era o ‘bão’, mas TV nem se compara a rádio. Entrei achando que tudo acabaria em dois ou três meses. Porque todo cara de rádio que vai para a TV frustra o ouvinte-espectador, mesmo que ele não seja feio.” Mas com Neves isso não aconteceu. Nem a transferência para a Record em 2001 nem o retorno à Band em 2008 afetaram a consolidação de sua carreira televisiva.

Milton diz que hoje trabalha fisicamente menos que antes – nos tempos da Jovem Pan, entrava no ar praticamente todos os dias da semana. Atualmente, viaja muito pelo Brasil (às vezes, para o exterior) às segundas, terças, quintas e sextas para falar em eventos empresariais e palestras. Na sequência do programa que a VIP acompanhou, Milton viajou na segunda-feira para Angra dos Reis, onde embarcou no navio Gran Mistral para o cruzeiro do centenário do Santos Futebol Clube. Ali apresentou dois debates com ex-jogadores e voltou a São Paulo na quarta para a cobertura da rodada futebolística da noite na Band.

Quando fica em São Paulo, trabalha no escritório de sua empresa Terceiro Tempo, que ocupa um andar e parte de outro num prédio da Avenida Paulista, cuidando da apuração jornalística e dos contratos de publicidade.

Seu escritório particular é abarrotado de troféus e livros sobre futebol, que dividem espaço com uma miniadega de vinhos (“Adoro vinho. Em casa, tenho 5 mil garrafas”). A mesa é tomada por fotos, revistas antigas, remédio para pressão e vitaminas. Nos cômodos anexos, Milton montou um apartamento funcional ao qual ele permite o acesso a poucos – a VIP teve o privilégio. Um quarto com cama e TV, um closet que replica as roupas que tem no camarim na Band, cozinha e banheiro. Ali ele dorme aos domingos e quartas, quando sai tarde da Band e prefere não voltar para casa.

Suas empresas têm mais de 100 funcionários, principalmente jornalistas e contatos publicitários. Milton tem contratos com a Band, o portal de internet UOL, colunas no jornal Agora São Paulo e na revista PLACAR (da Editora Abril, empresa que publica a VIP). Seu patrimônio inclui imóveis no Guarujá e em Miami, e uma fazenda em Muzambinho. Quanto vale Milton Neves? Mineiramente, ele guarda segredo: “Em cada contrato meu, tenho um fee (ganho fixo), mas a maior parte vem da inserção de comerciais. Mesmo assim, não dá para quantificar. E isso só interessa ao imposto de renda. Se eu falar quanto ganho, causarei muita inveja. Uns dez por aí iriam se aposentar, só de frustração”.

Apenas como parâmetro, no processo que move contra o empresário Roberto Justus (que, em 2008, contratou-o para levá-lo para a Band e quis desfazer o acordo um mês depois), consta que Milton receberia pagamento fixo de R$ 150 mil mensais pelos programas que  apresentasse. E, em 2004, a revista VEJA, da Editora Abril, afirmou que ele faturava R$ 1,2 milhão por mês e seu patrimônio era de R$ 30 milhões.

“Publicidade é transparente”

Seja qual for a quantidade de dinheiro, enorme parte vem do merchandising de vários produtos que Neves faz. Algo que lhe valeu críticas de colegas de profissão, segundo os quais fazer publicidade mancha a independência jornalística. Nas últimas duas décadas, Milton já teve rusgas públicas, que foram parar na Justiça, com Juca Kfouri, José Trajano, Jorge Kajuru e Silvio Luiz. Atualmente, não quer mais bater de frente e não cita nenhum nome de desafeto. “Antes eu rechaçava, discutia. Agora não ligo mais. Quero é tomar meu vinho, cuidar das minhas netas, descansar na minha casa em Miami. Não vou mais me preocupar com quem acha ou deixa de achar. E é tudo que tenho a dizer sobre isso.”

Milton defende que seu trabalho jornalístico não é afetado. “Incluo merchandising, sim. E espero incluir muito mais. Você acha que, se isso prejudicasse minha credibilidade, grandes multinacionais ligariam suas imagens a mim? Vibro com grandes reportagens e vibro com o sucesso dos produtos que anuncio. Publicidade é transparente e bonita. E dá trabalho. Tem que atender o cliente antes e depois, fechar acordo, ir a evento. Não é só ler o anúncio de qualquer jeito, com vergonha. Tem que falar com convicção.”

Em sua visão, seriedade não pode ser confundida com sisudez – tanto que ele aprova o bom humor instaurado no jornalismo esportivo da Globo. “Gosto muito do Tiago Leifert. Futebol não pode ser visto como jornalismo puro e simples nem ciência exata. É entretenimento também. No meu programa, eu falo, o Neto fala, um interrompe o outro. Eu posso até ter mau humor, mas só fora do ar.”

Ponto eletrônico “afogado”

Por duas horas e vinte minutos, Milton comanda o Terceiro Tempo com o balanço da rodada. Solta frases de efeito, bota pilha nas polêmicas e provocações com os comentaristas Neto, Osmar de Oliveira e Edmundo. Do cenário, Milton está sempre de olho no monitor que mostra o que está no ar ou nas câmeras. De olho não é modo de dizer: só o esquerdo tem visão boa. “Não enxergo quase nada do direito. Foi uma lesão de córnea quando eu tinha uns 8 ou 9 anos. Levei um tiro de chumbinho de um moleque de Muzambinho.”

Ao final, comemora os 4 pontos de média no Ibope. Segundo ele, bem satisfatórios num horário em que Globo, Record e SBT nem vão para o break comercial para não perder audiência e num início de temporada morno no futebol. Ele credita o índice a seu parceiro mais destacado: “É o Neto quem segura o ritmo. É o melhor comentarista do Brasil hoje. O Casagrande é ótimo. E o Caio Ribeiro é bom comentarista e bom caráter, mas você não lembra de uma única frase dele. O Neto não é intelectual, mas dá ibope”.

Terceiro Tempo encerrado, Neves tira do ouvido o ponto eletrônico (com o qual ouve orientações do diretor do programa) e acidentalmente deixa o aparelhinho cair dentro de um copo com água. A equipe técnica se aflige: “Ah não, Milton! Agora vamos ficar mais um mês até arrumar outro!”

Milton responde, meio constrangido: “Mas eu tirei rápido do copo, nem molhou muito, é só enxugar…” Ouve de volta: “Não, Milton! É equipamento eletrônico. Molhou, estragou”. Só resta ao apresentador dizer “tá bom, desculpa aí, pessoal”.

Enquanto caminha pelos corredores rumo aos estúdios da rádio para gravar mais algumas entradas para os noticiosos matinais de segunda-feira da Band, Milton se conforma com o incidente atrapalhado do ponto eletrônico: “É o que acontece com quem trabalha tanto…”

Um domingo de Milton

7h
Acorda com o serviço de despertador do telefone fixo.
Vai direto para o chuveiro e toma banho em cinco minutos. Sem tomar café, sai de sua casa em Tamboré (bairro de condomínios de luxo na Grande São Paulo) em seu Porsche Cayenne preto.

8h
Chega ao prédio que abriga as emissoras de rádio e de televisão da Bandeirantes, no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo.

9h
Entra no ar pela Rádio Bandeirantes AM com o Domingo Esportivo.

15h30
Encerra o Domingo Esportivo. Vai do estúdio para uma cabine de gravação. Registra de primeira cinco boletins com histórias do futebol do passado que irão ao ar durante a semana em O Pulo do Gato, noticioso matinal da Bandeirantes AM, e mais algumas entradas para outros programas.

16h
Caminha por corredores e toma elevador para chegar ao setor da TV Bandeirantes. Passa por seu camarim particular, vê alguns lances do jogo na TV e se dirige à sala de maquiagem para lavar o cabelo e deixar o rosto em ordem.

16h45
Retorna ao estúdio da rádio para falar durante o intervalo das partidas da rodada.

17h
De volta ao camarim da TV, recebe de uma assistente a lista dos produtos que terão merchandising durante o Terceiro Tempo.

17h15
Veste um dos vários ternos escuros feitos sob medida (“Sou alto e barrigudo. Não posso comprar roupa pronta”) que ficam no cabideiro. Prende na lapela do paletó quatro broches de distintivos de clubes, tirados de uma bolsa de mão lotada deles que fica na bancada. O nó da gravata é feito por um figurinista da emissora.

17h30
Entra no Estúdio 3 da TV Bandeirantes e já toma a posição em que ficará até o final do programa no cenário azul
(para o efeito de “chroma key”).

17h55
Na sequência da transmissão ao vivo do futebol, começa o Terceiro Tempo. Além de Milton na apresentação e do comentarista Osmar de Oliveira a seu lado no cenário, o programa conta com as entradas dos comentaristas das partidas exibidas para São Paulo e Rio de Janeiro, Neto e Edmundo.  A cada intervalo, Milton pergunta à produção como está a média de audiência no Ibope.

20h15
Após duas horas e vinte minutos de programa (em alguns domingos, um pouco mais; em outros um pouco menos), com dez merchandisings e seis intervalos comerciais, o Terceiro Tempo acaba. Milton vai a outro cenário pequeno dentro do mesmo Estúdio 3 para gravar o comentário da rodada para o Jornal da Band que será exibido na segunda-feira à noite.

20h30
Retorna aos estúdios da rádio
para deixar gravados comentários sobre a rodada do domingo para vários programas das emissoras
da Band. Sempre deixa várias entradas pré-gravadas por causa das viagens constantes que faz durante a semana. Acerta mais alguns detalhes antes de dar
o dia por encerrado.

Entre 21h e 21h30

Deixa o prédio da Bandeirantes.

22h
Em algum de seus restaurantes favoritos em São Paulo, tem sua primeira e única refeição do dia.

Entre 23h e 0h
Chega a seu escritório na Avenida Paulista e vai dormir no apartamento funcional que montou ali.

PASSADO E PRESENTE DE MILTON

1. Novo e magrinho, já atrás do microfone em sua Muzambinho natal
2. Com a esposa Lenice e a Brasília que tinha nos anos 1970
3. Na mesa de setorista que ocupava no Detran no começo da carreira
4. Confraternizando em Recife, onde foi homenageado em março de 2012 5. Animando o cruzeiro do centenário do Santos, com os ex-craques Serginho Chulapa e Rodolfo Rodríguez