Elise Christie, a atleta mais azarada dos Jogos Olímpicos

Nas seis provas que disputou na patinação de velocidade, a britânica não conquistou nenhuma medalha, apesar de ser apontada como favorita em todas

Nas seis provas que disputou na patinação de velocidade em dois Jogos Olímpicos, a britânica Elise Christie não conquistou nenhuma medalha, apesar de ser apontada como favorita em todas, o que levou a imprensa da Grã-Bretanha a considerá-la a atleta olímpica “mais azarada” do país.

Dona do recorde mundial dos 500 metros e tricampeã mundial da prova, Elise Christie era uma das poucas chances britânicas de medalha nos Jogos de Pyeongchang.

Mas a jovem de 27 anos não foi nem sombra do que se esperava na terça-feira, quando foi novamente eliminada nos 1.000 metros. Um cenário cruel, mas que não foi novidade para ela.

Há quatro anos, em Sochi, ela foi eliminada nos 500 metros, nos 1.000 e nos 1.500 metros em um esporte no qual os contatos e quedas são constantes. Mas a falta de sorte parece perseguir a patinadora escocesa.

Christie não teve um desempenho melhor em Pyeongchang, onde na terça-feira deixou a pista de Gangneung sem conseguir conter as lágrimas. Quatro dias antes, ela chorou de dor, após um choque com uma rival chinesa nos 1.500 metros. E na final dos 500 metros, distância em que possui o recorde mundial, também foi parar na barreira de proteção.

Suas eliminações nos Jogos de Inverno viraram manchetes na imprensa britânica. O jornal The Sun afirmou que ela é ‘amaldiçoada’. O The Herald, da Escócia, a considera a “atleta olímpica britânica mais azarada”.

“Eu vejo como três corridas que foram desperdiçadas nos últimos quatro anos”, afirmou a patinadora, ao tentar relativizar os resultados.

Elise Christie ressaltou que pretende disputar os Jogos de Inverno de Pequim-2022.

Outros jornais britânicos criticaram seu estilo agressivo de patinação, como o The Guardian.

“Depois de revisar todas as provas de Christie em Sochi e em Pyeongchang fica a sensação de que sua aposta no estilo tudo ou nada reduz de maneira muito o espaço entre a glória e o desastre”, afirma o jornal.