Dez destaques da Semana da Moda de Nova York

Desfiles agora cruzam o Atlântico em direção a Londres, Milão e Paris, mas deixam tendências

A semana de moda de Nova York terminou na noite de quarta-feira com a ousada festa de Rihanna no Brooklyn para lançar sua linha de lingerie Savage x Fenty, uma honra anteriormente reservada ao respeitado estilista Marc Jacobs.

Os desfiles agora cruzam o Atlântico em direção a Londres, Milão e Paris, mas deixam 10 tendências:

– Pura alegria –

Com um festival de cores, os estilistas tentaram unir as preocupações sobre o governo Trump, o aquecimento global e a crise do liberalismo ocidental.

Amarelo, verde-limão e mostarda invadiram os desfiles de Carolina Herrera, Kate Spade, Michael Kors, Escada, Marc Jacobs e Matthew Adams Dolan.

“Especialmente hoje, quando as coisas são pesadas, obscuras e difíceis e não sabemos o caminho, é bom enfrentar isso com um toque de leveza”, disse em entrevista à AFP Niall Sloan, diretor criativo da marca Escada.

– Feliz aniversário –

Designer Ralph Lauren segura uma criança após o desfile de 50 anos de sua marca

Designer Ralph Lauren segura uma criança após o desfile de 50 anos de sua marca (Shannon Stapleton/Reuters)

Muitas marcas celebraram aniversário nessa temporada, começando por Ralph Lauren, que festejou meio século em uma festa no Central Park cheia de convidados VIPs, como Oprah Winfrey, Steven Spielberg e Hillary Clinton.

A francesa Longchamp comemorou os seus 70 anos com um show no World Trade Center com um vista privilegiada de Manhattan, e a Escada estreou na NYFW para celebrar seus 40 anos.

– Diversidade racial –

Desfile de Pyer Moss na Semana de Moda de NY Desfile de Pyer Moss na Semana de Moda de NY

Desfile de Pyer Moss na Semana de Moda de NY (Theo Wargo/Getty Images)

Durante muitos anos as modelos negras e asiáticas foram quase inexistentes nas passarelas, mas essa temporada trouxe uma grande abertura e variedade. A marca Pyer Moss só desfilou com modelos negras, e a diversidade foi mais notada nos desfiles das marcas Kate Spade, Tory Burch e Hugo Boss.

A maioria das modelos eram magras, mas Michael Kors, como é sua tradição, desfilou com modelos mais curvilíneas, assim como Sies Marjan e Zero+María Cornejo, que colocou na passarela artistas, estudantes e ativistas de vários países.

– Brooklyn –

O distrito mais povoado de Nova York – que se fosse contabilizado como cidade seria a quarta dos Estados Unidos – acolheu mais desfiles do que nunca, iniciando pela nova coleção da marca de lingerie de Rihanna e passando por Pyer Moss, celebrando o poder negro, e Eckhaus Latta.

– Voto –

Nova York realiza as primárias democratas para o governo do estado nesta quinta-feira, e muitos estilistas aproveitaram para incentivar o voto.

O favorito do tapete vermelho, Christian Siriano, apoiou publicamente a atriz da série “Sex and the City”, Cynthia Nixon, presente no desfile. Ela busca ocupar o cargo de Andrew Cuomo e se transformar na primeira mulher a governar o estado.

“Use sua voz e vote”, pediu a estilista chilena-americana María Cornejo em seus desfile. “Sou uma eleitora”, era a frase na pulseira de uma das modelos.

– Mulheres trabalhadoras –

A ideia é de uma roupa confortável e relaxada, elegante para o escritório, mas que não te faça perder tempo enquanto se divide entre trabalho, família e academia.

A marca Escada modernizou os ternos dos anos 1980, com ombreiras menores, cortes mais fluidos e sapatilhas.

Tom Ford voltou às suas origens na Gucci, com saias retas, enquanto a marca Kate Spade desfilou vestidos e sandálias plataforma que passam facilmente do dia para noite.

– Briga de rappers –

Nicki Minaj e Cardi B, duas das rappers e cantoras de hip hop mais famosas dos Estados Unidos, brigaram durante o evento.

Vídeos no YouTube e Twitter mostram as duas em um terraço sendo separadas por seguranças enquanto Cardi B insulta e joga um sapato na rival.

Uma fotografia feita logo depois mostra Cardi B com um machucado no olho esquerdo.

Segundo o site TMZ, Cardi B acusou Minaj de difamação. Cardi B disse depois que Minaj a criticou como mãe.

– Em ascensão –

Alguns dizem que a NYFW não tem audácia e que a Europa é mais criativa, mas os novos talentos mostraram a que vieram nessa edição.

Sies Marjan, marca do estilista holandês Sander Lak, está em ascensão desde seu nascimento, em 2016.

A marca novaiorquina independente Vaquera, que quer redefinir o luxo e mudar a NYFW, também foi celebrada por sua originalidade e seu humor. Assim como Sies Marjan, a Vaquera colocou amigos e familiares na passarela de uma escola secundária pública de Manhattan.

Kerby Jean-Raymond está colocando sua marca Pyer Moss no mapa e Wes Gordon levou uma lufada de ar fresco à cidade com sua primeira coleção para Carolina Herrera.

– Kaia Gerber –

A filha da ex-top model Cindy Crawford, de 17 anos, foi onipresente: desfilou para Tom Ford, Calvin Klein, Ralph Lauren, Longchamp e Proenza Schouler.

– Franjas –

As franjas apareceram por toda parte, da Coach até Michael Kors, passando por Longchamp e Vaquera, adornando mangas, bolsas, saias, shorts e tops.

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