Coquetelaria do mínimo esforço

Há drinques bem simples de se preparar. Mesmo assim, há quem prefira não ter trabalho algum, o que explica o sucesso dos drinques engarrafados

Sim, o negroni servido no Apothek Cocktails & Co., o bar do bartender Alê D’Agostino, em São Paulo, não se compara ao daquele boteco xexelento que fica perto da sua casa.

A qualidade do gelo não é a mesma, as bebidas utilizadas não estão no mesmo patamar e a atenção depositada na hora do preparo é outra.

Mas a verdade é que o coquetel não demanda muita maestria. É só despejar Campari, vermute rosso e gim em partes iguais, encher de gelo, mexer e decorar com a casca de laranja. Dá para fazer só com a mão esquerda.

Mas há quem ache complicado e quem, com todo direito, não quer se dar ao trabalho. É essa turma que explica o sucessos dos coquetéis engarrafados.

O mixologista paulistano Cesar Griffo lançou o dele em 2016, o Negroni Ricetta 45. O nome faz menção ao número de receitas que foram descartadas até ele bater o martelo na que considera ideal – todos os ingredientes utilizados são artesanais.

“O preparo em casa nunca vai ser igual ao de um profissional, a experiência de consumo é outra”, defende o bartender. “Infusionado em casca de laranja, nosso produto se sobressai pelo sabor doce e amargo e pelas notas cítricas e aromáticas”.

O Negroni Ricetta 45 é feito em Jundiaí e vendido em garrafas de 1 litro (R$ 149) ou de 500 mililitros (R$ 90).

Também em 2016, a Campari passou a vender sua versão pronta do negroni – importada, ela é encontrada por aqui por cerca de R$ 150.

O Apothek Cocktails & Co. também vende os seus. Fazem parte de uma linha composta por dois outros produtos, o dry martini e o negroni acrescido de jerez, além do negroni tradicional. As garrafinhas, de 375 mililitros, custam de R$ 90 a R$ 99.

Além do drinque vermelinho, a marca Bitter & Co., criada pelo designer André Clemente, engarrafa dry martini e rabo de galo, lançado há pouco. As garrafas, de 750 mililitros, custam a partir de R$ 119. A meta agora é lançar versões prontas de três outros clássicos da coquetelaria, o old fashioned, o boulevardier e o old pal.

Ciente da tendência, que não começou no Brasil, a Diageo simplificou ainda mais a vida de quem é fã de gim-tônica, o drinque mais fácil do mundo. Em outubro, sua marca de gim, a Tanqueray, trouxe para o Brasil sua versão pronta do coquetel.

Ela é vendida em garrafas de 275 mililitros que custam R$ 16,90 no e-commerce da Diageo, o TheBar.com. É só despejar na taça, jogar uma fatia de limão e completar com gelo.