Conheça Sri Prem Baba, o guru brasileiro das celebridades

Ele é o primeiro brasileiro a comandar um ashram na Índia. Escreveu livros que são best-sellers e tem milhões de seguidores no mundo todo

sri prem baba

 (Marcus Steinmeyer/Revista VIP)

Janderson Fernandes, 52 anos, me recebe à porta da antessala do quarto em que está hospedado, em Serra Negra, no interior de São Paulo.Vestindo bata e calça de linho brancas, cabelos e barbas longos também alvos, ele dá um largo sorriso, um abraço apertado, espera que eu me ajeite em uma cadeira e senta-se à minha frente.

Há 18 anos, aquele homem bem-humorado, que distribui gargalhadas, às vezes em situações em que elas nem cabem, tornou-se um guru.

Rebatizado de Sri Prem Baba, ou “pai do amor divino”, ele hoje tem milhões de seguidores no mundo todo, que compram seus livros, frequentam seus retiros.

Psicólogo, separado e pai de uma adolescente de 15 anos, ele conta que buscava, desde criança, uma explicação para o que viemos fazer neste mundo.

sri prem baba

 (Marcus Steinmeyer/Revista VIP)

Sua procura passou por várias religiões, pela ioga, por escolas de autoconhecimento e de mistério, pelas ciências, pelo Santo Daime. Até que conheceu, após o que descreve como uma experiência mística, o guru Sri Hans Raj Maharaj Ji, e ali diz ter entendido sua missão: ajudar as pessoas a encontrarem, dentro de si, a felicidade.

o guru brasileiro, primeiro a liderar na índia um ashram, espécie de monastério, criou um método próprio que mistura lições de psicologia com ensinamentos iogues e uma “espiritualidade prática”, tudo com uma “ginga brasileira”, como ele mesmo define.

Entre os dias 6 e 8 de julho, prem baba é uma das atrações do festival ilumina, em alto paraíso (GO), cidade em que também mantém um ashram que, nesta temporada, não tem mais vagas para hóspedes.

Ao que parece, baba tem obtido êxito no que considera sua tarefa neste mundo.

sri prem baba

 (Marcus Steinmeyer/Revista VIP)

Por quais razões as pessoas o procuram?

São os mais variados motivos. Em geral, o denominador comum é a busca de respostas para questões existenciais: quem eu sou, o que vim fazer neste mundo?

Às vezes essa pergunta se manifesta de uma maneira indireta, através de uma crise dentro de um relacionamento, uma doença física, um conflito na área profissional, um esgotamento – ou seja, uma falta de sentido para a vida, de direcionamento.

Posso resumir dizendo que o que move as pessoas até mim é uma busca de si mesmo, pela verdadeira identidade.

 

Elas então sempre estão sofrendo? Ninguém chega aqui feliz da vida?

Tem pessoas que estão muito bem também, mas que sentem que está faltando algo.

A vida pode estar redonda, com todas as suas necessidades atendidas. As pessoas estão encaixadas no mundo, têm família, um bom trabalho, um bom salário, mas têm uma angústia, um vazio.

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É verdade que você chegou à ioga porque era fã do Bruce Lee e queria ter mais alongamento para imitá-lo?

Exatamente. Eu praticava artes marciais, taekwondo, kung fu, caratê, um monte de coisa. Meu ídolo era o Bruce Lee, eu queria dar aquelas voadoras, fazer aquelas fotos, mas não conseguia porque tinha muita rigidez nas pernas.

E ouvi falar que existia uma tal de ioga, que as pessoas conseguiam o que queriam com o corpo usando a mente. Fiz a primeira aula e me apaixonei tremendamente.

Aconteceu também um fenômeno até bizarro. Pela primeira vez ouvi um canto devocional em sânscrito. E foi como se eu conhecesse o idioma. Entrei em um transe místico, minha consciência se alterou, fui para um outro espaço. E ouvi uma voz falar dentro de mim: “Quando você fizer 33 anos, vá para a Índia, para Rishikesh”.

Foi um choque. Eu tinha pouca cultura, só sabia que existia uma Índia porque Pedro Álvares Cabral tentava chegar lá e encontrou o Brasil. Mas acabei esquecendo aquele episódio.

bruce lee

 (Divulgação/Reprodução)

E qual foi o gatilho para você virar um guru?

Eu estava num momento diria que abençoado da minha vida prática. No auge do sucesso da carreira como psicólogo, ganhando bastante dinheiro, tinha uma namorada de quem eu gostava muito e ela, de mim.

Nos principais aspectos da vida, afetividade e carreira profissional, eu estava muito bem. Mas, por volta dos 30, 31 anos, eu carregava uma angústia, sentia um desencaixe que se traduzia como depressão. Às vezes tinha crises de pânico, comecei a perder o sono, acordava com ansiedade.

Tomei consciência de que aquilo que ensinava no meu trabalho eram teorias que havia lido nos livros ou aprendido dos professores, não eram experiências minhas. Pensei: sou um papagaio, repetindo coisas que aprendi. E foi aí que me vali de um fiozinho talvez de fé que existia em mim, e fiz uma oração sincera para o universo.

Falei: “Se existe neste universo algo que está além das fantasias e criações da minha própria mente, se manifeste aqui porque eu cheguei ao fim da linha”. E entrei em meditação. Foi quando tive uma visão, um velho de barbas brancas, nos Himalaias, que falou: “Você vai fazer 33 anos, venha para a Índia, para Rishikesh”.

Pensei: tem algo para mim na Índia! E fui para lá.

Do dia para a noite?

Eu me organizei, estava noivo, me casei e fui fazer lua de mel na Índia [risos].

Um casal de amigos já tinha ido, conhecia um pouco, e fiz um roteiro turístico, visitando alguns ashrams [centros espirituais], como o de Osho. Conheci alguns mestres e deixei Rishikesh por último.

A Índia é outro planeta e, no começo, estava me desafiando num grau absurdo, meu ego estava à flor da pele. Eu não estava suportando lá, estava odiando tudo. Muita gente, calor, sujeira, um barulho infernal. Cadê essa espiritualidade que falam da Índia? [risos]

Muito bem, até que fomos em direção a Rishikesh. Quando fui chegando, de repente meu coração começou a se abrir. Passei a sentir um bem-estar, uma alegria que eu não conhecia.

Passamos em frente a um ashram e ouvi falar de uma mulher que recebia estrangeiros. Ela não estava quando cheguei, mas o mestre dela sim, um indiano que só atendia a indianos.

Como não custa tentar, bati à porta e ele me recebeu. Era o mesmo homem da minha visão. Eu caí de joelhos ali. Ele irradiava um amor que não tinha início nem fim. E disse que estava me esperando para continuar os estudos, que era para eu ficar com ele por 15 dias. Minha vida se transformou ali.

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 (Marcus Steinmeyer/Revista VIP)

Você estava em lua de mel!

Pensei: justo agora que a lua de mel ia ficar melhor, que a gente ia ao Nepal, com uma programação mais interessante, eu vou ter que ficar aqui? [risos]

Decidi que voltaria depois, e fiz isso no ano seguinte. Recebi a iniciação espiritual e começou um processo lindo de cura, de transformação, de treinamento, de aprender a lidar com a minha mente, com as emoções, a gerenciar tudo que se passa dentro desse aparelho corpo-mente.

Foram três anos de um trabalho bem profundo, até que recebi esse nome de Sri Prem Baba e a clareza do meu propósito: esta missão que é acordar o amor em todos, em todos os lugares. E nisso venho trabalhando.

 

Como surgiu o movimento Awaken Love?

Iniciei o trabalho de propagar a mensagem de compartilhar com o mundo isso que eu havia obtido de uma forma clássica, recebendo os buscadores que vinham até mim e dando a eles a iniciação espiritual.

Isso até meados de 2013, quando eu estava em Allahabad, na Índia, participando do Kumbh Mela, talvez o maior festival de espiritualidade do planeta, em que 70 a 100 milhões de pessoas se reúnem para se banhar nas águas dos rios considerados sagrados naquela região.

Foi lá que recebi o comando de expandir a mensagem: era hora de me comprometer com causas sociais também. Me envolvi com as do meio ambiente, especialmente a da água. Tive esse sentimento vendo as pessoas se banhando e pensando como tratamos mal nossas águas.

Foi o primeiro passo, a sementinha do movimento Awaken Love.

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Como é ser iluminado? É estar sempre feliz? Você é muito bem-humorado, não é essa a imagem que fazia de um guru.

[risos] É, sou bem-humorado. Mas tem momentos difíceis, porque sou uma usina de transformação do sofrimento.

Recebo o sofrimento de todos aqueles que vêm até mim e meu trabalho é transmutar isso e dar uma luz. Às vezes é desafiador.

Tem pessoas que chegam para mim carregando coisas pesadas, gente que está mesmo totalmente no inferno, com doenças físicas, passando por situações terríveis. Meu trabalho é acolher esse karma, que são efeitos de ações equivocadas.

Eu estou feliz, em paz, mas muitas vezes estou digerindo coisas difíceis. É uma vida de disciplina para poder dar conta de tudo isso.

 

Você só trabalha? Ou tem tempo de viajar, fazer turismo?

Menina, às vezes eu consigo, mas sinto que eu estou precisando ter mais.

Saio na rua e as pessoas vêm atrás, mas é um dos sacrifícios que eu vivo, o preço para expandir a mensagem de popularizar a meditação e o autoconhecimento.

Cheguei à compreensão de que a única maneira de a gente conseguir mudar a cultura global de escassez, de egoísmo, de violência que vivemos é fazendo com que o autoconhecimento aconteça em escala. Mas tem um preço, claro, o de não ter um momento livre.

Não posso dar uma volta com a minha filha no shopping que vai vir alguém para conversar comigo. Então às vezes eu vou para lugares diferentes, onde eu não sou muito conhecido. Geralmente cidades mais distantes, no interior. Eu prefiro nem falar onde [risos].

 

E por que tantas celebridades se encantaram com você?

Nós estruturamos o movimento Awaken Love, criamos uma organização, uma instituição e fizemos o lançamento em novembro de 2013, em Fortaleza, no Beach Park.

Uma das pessoas que organizava o evento conhecia alguns artistas e os convidou. Aí cheguei lá e estavam o Márcio Garcia, a Juliana Paes, a Gloria Maria. E tivemos um encontro.

Gostaram de mim, entenderam o que eu falava e se tornaram aliados. E um foi chamando o outro e acabou que se criou essa corrente de artistas.

Mas e no exterior?

Aí já não foi através dessa corrente. Por exemplo, o Will Smith. O caso dele foi um chamado espiritual.

Ele contou para mim que assistiu a um filme que conta a minha história e lá ele entendeu que eu tinha respostas para ele. Ele veio procurar.

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Tietando em família.

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E isso é ótimo também para seu projeto de expansão da mensagem.

Por isso eu considero que em tudo o poder espiritual está trabalhando. Não sou eu. É Deus fazendo através de mim.

Você é celibatário?

Sou celibatário hoje.

Mas você ensina o…

[interrompe] O tantra [risos]. Sim, porque esse é um caminho.

Na verdade, não sou celibatário como repressão. É mais um florescimento. Fui casado, já namorei muito. Já vivi tudo que tinha para viver e acho que estou satisfeito. Me satisfiz.

Eu brinquei o suficiente com o brinquedo. Hoje não preciso mais brincar. Mas tem um monte de gente para brincar ainda. Vamos ensinar essa gente a brincar, então, vamos ensinar a se equilibrar na bicicleta [risos].

sri prem baba

 (Marcus Steinmeyer/Revista VIP)

Você disse que foi ao ashram de Osho. Eu assisti ao documentário…

[interrompe] Eu assisti também!

O que você achou de Wild Wild Country [série na Netflix que mostra a história e supostos crimes cometidos por aliados do guru indiano Osho]?

Olha, foi um choque para mim. Fiquei pasmo, mesmo. Porque vi coisas que não sabia, nunca tinha ouvido.

Não conheci o Osho, nunca estive com ele, quando fui ao ashram [em 1999] ele já tinha morrido [em 1990]. Mas ele sempre foi uma fonte de inspiração, porque suas mensagens são incríveis. Mas aí, quando assisti àquilo…

Uau! Uau! Vi em dois dias. Incrível.

[O fotógrafo Marcus Steinmeyer pergunta] E disso nós podemos tirar: Prem Baba vê Netflix?

Assisto. Eu gosto de vez em quando. Essa é a minha distração hoje, às vezes vejo uma série. Agora estou vendo Homeland.

[Marcus, barbudo, faz outra pergunta] E quem cuida da sua barba?

Eu mesmo. Aqui dá uma crescida [aponta para as bochechas], mas eu raspo um pouquinho. Tem um cuidado, né? Para não assustar muito as pessoas.

Voltando a falar de Osho, ele pregava o sexo livre. O que você acha disso?

Olha, tudo o que pude observar até hoje, tudo o que vivi, o que pude acompanhar das pessoas, é que não funciona.

Quando começa um a querer sair com o namorado do outro, meu amigo, aí dá ruim.

A pessoa quer ser respeitada, quer se aprofundar numa relação, tem que ser uma coisa de cada vez. Quem sabe daqui a 100 anos, sei lá [risos].

Ele também acreditava que a elevação espiritual não estava dissociada de possuir bens materiais, tanto que tinha dezenas de Rolls-Royces.

Ele tinha 90 e tantos Rolls-Royces [risos]. Eu sinto que o dinheiro é neutro e pode ser usado tanto para construir, edificar, como pode ser usado pela natureza inferior, e você desenvolve apego e isso pode ser a ruína do seu caminho.

O dinheiro pode ser divino, favorecer e muito a jornada, desde que você não faça dele o seu Deus. Ele tem que ser um instrumento, estar a serviço apenas.

O foco é o despertar do amor. É assim que eu vejo. E então estou digerindo ainda a história do Osho [risos].

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Contardo Calligaris escreveu na Folha de S.Paulo sobre a série. E se pergunta: toda espiritualidade exige uma renúncia do prazer do corpo?

Não, não, não, de jeito nenhum, muito pelo contrário. Não é uma renúncia do prazer. Prazer é o veículo, é aquilo que te aproxima de Deus inclusive. A repressão é um dos principais venenos do ser humano.

Pesquisando a fundo o sofrimento humano, vamos encontrar a repressão, uma negação do prazer.

Então é o contrário: o ser humano precisa se permitir sentir prazer, se permitir desfrutar da vida, né?

Existe uma carga negativa no termo guru?

Menina, eu sei que eu sou um guru [risos] porque meu guru fez de mim um.

Faço parte de uma tradição de iogues e o guru tem o propósito de tirar os buscadores da escuridão e colocar na luz. Mas tem quem não entenda e dê uma interpretação negativa, aí surgem os preconceitos.

Você tem uma seita?

Não! Não tenho uma seita.

Claro, vendo esse seriado, noto quanto Osho contribuiu para essa distorção a respeito da palavra guru. Porque o movimento dele acabou ficando muito parecido com uma seita.

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 (Marcus Steinmeyer/Revista VIP)

Você é o novo Osho?

Não, não sou. Vou por outro caminho, outra linha, embora tenha muita gente do Osho comigo.

Mas há pessoas de diferentes mestres espirituais comigo, tem muita gente de Jesus, tem muito cético.

Sinto que é uma nova maneira de fazer algo muito antigo [risos]. Uso essa linguagem e repertório que adquiri, que envolve psicologia, ioga. E tem uma ginga brasileira.

Quem você não atenderia?

[Risos] Cheguei a um estágio dentro de mim que recebo todos, mesmo aqueles que estão afundados na ignorância, no erro. Se conseguiram vir até mim, é um dever recebê-los.

Há pessoas fáceis de amar, outras, difíceis.

Qual sua fonte de renda? Meus livros são best-sellers, recebo dinheiro deles e de workshops, retiros. Tem uma parte que fica para mim e outra eu coloco no movimento. E tem doações.Você tem quantos Rolls-Royce?

Nenhum [risos]. Na verdade, tenho tudo de que preciso, a conta que faço é essa. E não preciso de muito.

Tenho um lugar bom para morar, um carro para me levar para lá e para cá.

O que eu preciso é que o movimento realmente atinja o objetivo, é isso que eu quero.

O meu dia a dia é simples, não tenho grandes gastos.

Qual é seu carro?

Eu tenho uma Outlander. É um carro bom, eu pego terra, pego estrada e tal.

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No Encontro com Fátima Bernardes.

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Quais são os pilares de seu método?

Somos manifestações do amor divino. Tudo aquilo que buscamos está dentro de nós, a felicidade é o que somos. Porém, nos esquecemos disso, então meu método envolve inicialmente encontrar o sabotador da felicidade.

O que vem de você que vai contra aquilo que conscientemente você deseja? Existe um fundamento dentro desse ensinamento que é a autorresponsabilidade.

O início do trabalho é eliminar o jogo de acusações e a ideia de ser vítima. Você está se percebendo dentro de um conflito, então encontre sua responsabilidade. Não se distraia olhando para a montanha de defeitos do outro, trate de olhar para o grão de defeito em você.

Você vota no Brasil?

Sim. Mas estou tentando encontrar em quem votar. No passado votei no Lula, votei na Dilma, mas me arrependi [risos], me decepcionei. Já também votei no Aécio, também me arrependi. Não tem em quem votar.

Então o que eu preciso fazer é ajudar a renovar a política. Faltam pessoas que estejam nela por consciência do propósito. Elas estão lá por interesses egoístas.

É um dever contribuir com essa renovação, propondo e criando condições para que essas novas lideranças políticas façam um trabalho sério de autoconhecimento, possam lidar de verdade com as suas dores existenciais, conhecer mais a respeito de si mesmo, para quando chegarem lá fazerem o que tem de ser feito.

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Brincadeira

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Como é que se lida com a vaidade quando se tem milhões de seguidores?

Então, aqui está, né? Quando o Maharaj Ji [seu mestre] fez de mim um guru, ele só o fez quando percebeu que eu já não caía mais nessa armadilha da vaidade. Senão, não teria feito.

O que o tira do sério?

Para ser bem honesto, nada me ofende. Tem coisas com as quais não fico feliz, como a violência, as fake news. Mas nada tira minha paz.

[Marcus pergunta] Nem um pernilongo?

Pernilongo! Talvez você tenha achado algo [risos].

O que você diz para quem o acusa de charlatanismo?

Rezo por ele para que possa acordar e ver a verdade. Porque aqui não tem mentira, não.

Quando a gente faz algo que provoca – porque faço algo incomum –, é natural que se assustem, tenham medo e preconceito. Isso faz parte do que eu estou propondo, algo novo.

Se fosse uma nova iluminação religiosa, aí tudo bem, era mais fácil [risos]. Mas não é isso, é uma coisa que não se encaixa em campo nenhum.

Você vai ver a Copa?

Aham [consente]. Mas só vejo futebol quando é época da Copa. Não faço ideia de quem vá ganhar. Mas acho que tem grande possibilidade de o Brasil chegar lá.


Serviço:

Festival Ilumina 2018

06 de julho, às 16h, e 07 e 08 de julho, às 8h

Novo Portal da Chapada – Rodovia GO 239, km 9 (Estrada para São Jorge), Alto Paraíso de Goiás, GO – Brasil

Ingressos para programação de 06 a 08 de julho, pelo site Eventbrite

R$ 305, 00 – adulto para os três dias, quarto lote

R$ 116,00 – criança para os três dias, quarto lote

Crianças menores de 07 anos não pagam


*Assistente de foto Lucas Kappaz

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