Conheça os restaurantes dos ex-Masterchefs

Leonardo Young, Jiang Pu. Pablo Oazen e Elisa Fernandes são sócios, proprietários ou assinam pratos em restaurantes

São Paulo – Fãs da competição culinária Masterchef, transmitida no Brasil pela rede Bandeirantes, já estão cansados de saber quais são os restaurantes dos jurados do programa. Muitos provavelmente já fizeram ou querem fazer uma visita ao Sal Gastronomia, do chef Henrique Fogaça; ao Arturito, de Paola Carosella, ou ao Tartar & Co, para o qual o chef Erick Jacquin presta consultoria.

Mas talvez poucos saibam por onde andam os Masterchefs para os quais torceu em cada edição do programa. E, principalmente, quais abriram ou participam de um restaurante, de forma que seja possível provar um pouco das receitas que viram pela tela da TV.

Entre os campeões e principais participantes do reality, tanto das edições amadoras como das edições profissionais, ao menos quatro deles são proprietários, sócios ou participam do menu de restaurantes na capital de São Paulo e em Juiz de Fora (MG).

Leonardo Young, ganhador da terceira edição do Masterchef, é sócio de um restaurante no Itaim, em São Paulo: o Tatá Sushi. Já Pablo Oazen, vencedor da segunda edição do Masterchef Profissionais, é dono de um restaurante em Juiz de Fora, o Garagem Gastrobar, e pretende abrir o Benza, em São Paulo, no ano que vem.

Jiang Pu ficou em terceiro lugar na segunda edição do programa e é sócia do Chi no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Elisa Fernandes, primeira vencedora do Masterchef, assina pratos do Heute, localizado no bairro Santa Cecília, em São Paulo.

Conheça abaixo a trajetória pós-reality e o restaurante onde trabalham cada um deles:

Leonardo Young – Tatá Sushi

Leonardo Young no Tatá Sushi Leonardo Young no Tatá Sushi

Leonardo Young no Tatá Sushi (Angelo Dal Bo/Divulgação)

Leonardo Young é lembrado pelas elaboradas receitas asiáticas que fazia na terceira edição do programa, especialmente pelo prato de sardinhas marinadas. Mas também é recordado por, pouco depois de vencer a edição do programa, ter anunciado um projeto de uma hamburgueria com a amiga Bel Pesce, cujo capital seria levantado via crowdfunding. “Eu era um chef amador. Pensei primeiramente em abrir algo pequeno e fazer receitas de fácil execução”, conta.

O projeto não foi para frente, mas, quase dois anos depois, ele se tornou sócio e chef executivo do Tatá Sushi, localizado em uma das ruas com mais restaurantes por metro quadrado do bairro Itaim, em São Paulo. Durante esse tempo, Young fez cursos, lançou um livro com receitas de sua família, de descendência chinesa, e aprimorou conhecimentos até se sentir seguro para colocar seu nome em um menu de uma culinária complexa.

O foco do Tatá, conta Young, é um público jovem e moderno. Ele diz que não é fácil reinventar a culinária japonesa, mas destaca pratos como o sushi de merluza negra com molho missô (R$ 58), uma criação do estabelecimento; a berinjela japonesa (nasu) que também leva molho missô (R$ 32); e, por fim, a vieira com fois gras (R$ 22), uma união de delicadeza e potência. “Usei a vieira na final do programa e hoje é o prato que mais lembra as receitas que mostrei na TV. Também usei muitos molhos em pratos do programa e continuo usando no restaurante”. Ele pretende, em breve, incluir no cardápio suas famosas sardinhas.

Young faz questão de estar presente no salão do restaurante em quase todos os jantares e diz apreciar muito a interação com o público. “Um dia vieram 22 mulheres comemorar o aniversário de uma delas. Fui pessoalmente levar o bolo e tirei fotos. Ela ficou muito feliz. Muitos lembram com carinho da minha participação no programa”.

O ambiente contemporâneo e moderno, ainda que exiba as tradicionais lanternas japonesas, combina bem com o estilo do chef. O menu executivo do restaurante, que varia entre 48 reais e 68 reais, tem um bom custo benefício. Pode incluir ceviche e tartar de salmão apimentado. Destaque para o shimeji com salmão maçaricado em volta, o peixe branco empanado e a nasu na missô, de lamber os beiços. Entre as sobremesas, o mochi, sorvete artesanal envolto por massa fina de arroz, é delicado e saboroso. A apresentação dos pratos é um ponto forte do restaurante.

Pablo Oazen – Garagem Gastrobar

Chef Pablo Ozen em seu restaurante em Juiz de Fora Chef Pablo Oazen em seu restaurante em Juiz de Fora

Chef Pablo Oazen em seu restaurante em Juiz de Fora (Arquivo pessoal/Divulgação)

O chef Pablo Oazen já era proprietário do Garagem Gastrobar, em Juiz de Fora (MG) e já havia trabalhado alguns meses com o jurado Erick Jacquin antes de participar do programa de TV. Mas conta que após ganhar a segunda edição do “Masterchef Profissionais” mudou bastante o cardápio do estabelecimento.

Para aproveitar a visibilidade que conquistou, Oazen criou o “Menu Campeão”, uma seleção de receitas que preparou para a avaliação dos jurados, que pode ser degustada por um preço fixo de 160 reais.

Entre os pratos do cardápio especial, está o nhoque de fígado de frango com consommé de ameixa preta, o mexilhão com creme de agrião defumado e truta recheada com paçoquinha, palmito, pupunha e pancs, plantas alimentícias não convencionais. Sua sobremesa que fez sucesso na TV, mas que também foi alvo de acusações de plágio, um sorvete de goiaba recheado de goiabada e gergelim, também entrou no menu.

Oazen diz que não desistiu de abrir um outro restaurante em São Paulo, que também terá foco na culinária que mistura comida mineira com a carioca, típica da cidade onde nasceu e vive. Batizado de Benza, o restaurante está previsto para ser inaugurado em Pinheiros até abril do ano que vem.

Jiang Pu – Chi Restaurante

Jiang Pu em seu restaurante, o Chi Jiang Pu em seu restaurante, o Chi

Jiang Pu em seu restaurante, o Chi (Arquivo pessoal/Divulgação)

A descendente de chineses Jiang Pu ficou em terceiro lugar na segunda edição do Masterchef, mas seu carisma conquistou muitos fãs e também seus doces. Tanto que Jiang encerrou sua participação no programa dizendo que pensava em abrir uma confeitaria. Mas mudou de plano. “É um mercado muito concorrido. Eu queria oferecer sobremesas asiáticas, mas o paladar brasileiro é muito acostumado ao açúcar dos doces europeus”.

Então ela resolveu abrir o Chi no bairro de Pinheiros, em São Paulo. “Restaurantes chineses estão geralmente perto das comunidades na cidade. Eu quero ampliar o público que aprecia a comida e mostrar um cardápio mais aprofundado da culinária, que vai além da yakissoba”. Tanto que criou um ambiente contemporâneo, no qual as tradicionais lanternas dão espaço para delicados desenhos chineses.

Quando menciona o menu, Jiang destaca o “hot pot”, uma calda com temperos de ervas bem condimentados típico da China. “Quase tudo pode entrar no prato, que parece um fondue: carnes, legumes, tofu”. Outra inovação é o bao de pato desfiado (R$ 22), um sanduíche com pão branco cozido no vapor que normalmente é recheado com carne de porco. O Chi Tônica (R$ 25), uma infusão de gim com tônica e pimenta chinesa, também é citado por ela.

Apesar da busca em homenagear a cultura da sua família, Jiang diz que teve de “abrasileirar” metade do cardápio, mas sem perder a identidade. Um dos pratos mais pedidos é o frango com laranja (R$ 35), além da tradicional guioza  (R$ 18). Quando o assunto é sobremesa, o cliente pode optar por uma torta de chocolate ou um rolinho crocante de maçã.

Sobre a interação dos clientes, Jiang diz que muitos não resistem e entram no personagem de “jurado”. “Eles falam na cara se não gostaram e o que poderia melhorar. Acaba sendo um obstáculo a minha participação no programa. A cobrança é grande”.

Elisa Fernandes – Heute Bar & Brunch

Elisa Fernandes, ganhadora da 1ª edição do Masterchef amador Elisa Fernandes, ganhadora da 1ª edição do Masterchef amador

Elisa Fernandes, ganhadora da 1ª edição do Masterchef amador (Facebook/Divulgação)

Elisa Fernandes, primeira ganhadora do Masterchef, acaba de voltar da Europa, aonde trabalhou por três anos no restaurante Plaza Athenee, do chef mais célebre do mundo, o francês Alain Ducasse. Em parceria com a modelo e apresentadora Ellen Milgrau, ela assina a cozinha do Heute, um bar alemão aberto recentemente no bairro da Santa Cecília, em São Paulo.

Durante a noite, são servidos coquetéis artesanais e tábuas de charcuteria e queijos. Aos finais de semana, o brunch reúne ingredientes clássicos ao redor do mundo.

A chef também toca o projeto Elisa Ocupa, um restaurante sazonal sem funcionários ou espaço fixo e cujo foco é valorizar ingredientes naturais e proporcionar uma experiência intimista aos clientes.