Como Elvis Presley se tornou o Rei do Rock

Esqueça a fase final que os imitadores preferem: a coroa veio quando ele estava em forma

Elvis Presley

 (Efe Eme/Reprodução)

Em 16 de agosto de 1977, o coração de Elvis Presley entregou os pontos com apenas 42 anos, num banheiro de sua mansão Graceland, em Memphis.

Morria o Rei do Rock. Um título que muitos que nasceram após aquela data não entendem muito bem.

Afinal, a imagem mais lembrada nas últimas quatro décadas é a do Elvis gordo de macacão com lantejoulas dos shows de seus últimos anos (o estilo favorito de 99,9% dos imitadores dele).

Mas o Elvis que fez por merecer a majestade do rock é aquele cheio de energia dos anos 50. Alguns fatores lhe deram a coroa.


Música

Elvis não inventou o rock’n’roll, mas refinou o estilo por ter um ouvido ótimo, um ritmo natural e a capacidade de misturar o melhor do rhythm’n’blues negro e do country branco sem fazer esforço.

Seus discos iniciais na pequena gravadora Sun eram intensos e com um eco que hipnotizava quem ouvia.

A ida para a grande gravadora RCA apenas deixou seu som mais cristalino e o transformou em ídolo nacional e, depois, mundial. Seu fã John Lennon disse: “Antes de Elvis, nada havia”.


Voz

Elvis podia cantar de um jeito mais “rasgado” nos rocks e de forma doce e envolvente nas músicas lentas. Além de passar intensidade em músicas gospel.


Visual

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Topete alto. Roupas coloridas de corte diferente do padrão adulto. Sorriso petulante.

Numa época em que jovens ansiavam por uma vida mais eletrizante que a dos pais, Elvis ocupou o posto de símbolo da rebeldia juvenil deixado vago pelo ator James Dean, que morreu num acidente meses antes de Elvis aparecer pela primeira vez na TV em 1956.


Dança

O rebolado provocante parecia natural nele. Mas Elvis também era capaz de seguir uma coreografia.

E até de bolar uma – como a cena de dança na cadeia para a música-título do filme Jailhouse Rock. Praticamente o primeiro videoclipe pop.