Com Will Smith e Orcs, ‘Bright’ é o primeiro Blockbuster Netflix

Tratado como um Blockbuster, o longa-metragem custou 60 milhões de dólares, ou cerca de 200 milhões de reais

 

 (Netflix/Divulgação)

A partir de 22 de dezembro, será possível assistir por streaming à nova aposta alta da Netflix: Bright, primeiro longa-metragem de grande orçamento da empresa (60 milhões de dólares, ou cerca de 200 milhões de reais), com Will Smith e Joel Edgerton no elenco e David Ayer (de Esquadrão Suicida) na direção.

Mas as filmagens começaram há pouco mais de um ano e a VIP pôde ver de perto o set em Los Angeles numa visita em 20 de janeiro — justamente o dia em que Donald Trump tomava posse como o novo e, digamos, controverso presidente dos Estados Unidos.

Naquele dia, a região de Downtown, em Los Angeles, viveu horas agitadas, com milhares de pessoas protestando contra Trump.

A cerca de um quilômetro da passeata, num estúdio discreto com entrada numa rua de pouco movimento, prosseguiam as filmagens de Bright.

Mesmo com todos concentrados no trabalho, os eventos externos se infiltraram. Will Smith, crítico de Trump, preferiu nem falar diretamente do assunto.

“Acho que não posso dizer nada construtivo agora”, explicou Smith, que não costuma se esquivar de perguntas.

Mas o clima dividido do país, fomentado pela campanha eleitoral em 2016 e quente até hoje, dá relevância aos temas abordados no filme, como o racismo. “Tem uma cena em que viro para o Jacoby e pergunto: ‘Você é um orc ou um policial? Preciso saber agora’”, conta o ator.

“Como afro-americano, foi muito interessante para mim estar do outro lado, fazendo esse tipo de pergunta para um cara que integra o grupo abaixo na pirâmide social.”

 (Netflix/)

Após Smith citar essa cena, vale contar de que trata a história.

Filme de ação com elementos de fantasia e comédia, Bright mostra uma Los Angeles em que humanos convivem com elfos, membros da elite, e os orcs, o estrato social mais baixo.

É nesse universo que Nick Jacoby (Joel Edgerton) se torna o primeiro policial orc e vira parceiro de ronda de Daryl Ward (Will Smith).

“Por ser o primeiro policial, é muito importante para ele ser bem-sucedido, mas nem seus colegas de trabalho querem que ele seja”, explica Edgerton, quase irreconhecível sob o rosto coberto por maquiagem protética.

A sequência rodada no dia da visita ao set foi uma das poucas internas, num prédio abandonado e sombrio. A maior parte das cenas foi filmada externamente em Los Angeles.

E o diretor Ayer, que tem experiência com grandes estúdios de Hollywood, é só elogios para a Netflix: “Eles confiam e deixam o cineasta fazer seu filme.

E é legal levar isso para as pessoas em sua sala de estar”. Ele sabe, porém, que a indústria estará de olho na nova empreitada da Netflix. “O julgamento pode ser ainda mais duro que as bilheterias de cinema.”

 

Três perguntas para Will Smith

1 — É importante falar de assuntos como violência policial, especialmente nos dias de hoje? 

Para mim, foi particularmente interessante ter uma perspectiva diferente, até quando fizemos rondas com a polícia de Los Angeles.

Observei como interagem com afro-americanos, mexicanos…

2 — Bright é um “bromance”?

Tem um pouco da comédia 48 Horas, como o aspecto racial entre Nick Nolte e Eddie Murphy.

Eu, como o branco, o Nick Nolte. Estamos brincando com a comédia.

3 — É diferente trabalhar na Netflix?

Sim. Amo estar na frente, tentar coisas novas. No começo da carreira, fazia isso.

Mas depois fica mais difícil. Então fiquei feliz com a oportunidade.

Gosto de tentar algo para ver o que acontece. Este é o futuro.

E para meus outros colegas que pensam em trabalhar com a Netflix: eles pagam muito bem [risos].

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