Chá para Paz compartilha valores da cerimônia na Islândia

Este mês, artistas contemporâneos de sete países se unem para explorar as possibilidades artísticas e espirituais da milenar cerimônia do chá

São Paulo – De 21 a 24 de junho, a cidade de Reykjavik na Islândia receberá o World Tea Gathering, também chamado Chá para Paz.

Trata-se do primeiro encontro de artistas contemporâneos de todo o mundo – entre eles, uma brasileira – que inspiram suas criações na cerimônia do chá japonesa.

Em todas as performances, realizadas em lugares públicos, os artistas compartilharão o chá com as pessoas.

Dessa forma, pretendem conectar o público aos quatro principais preceitos da cerimônia: harmonia, pureza, respeito e tranquilidade.

Entre os oito artistas, estão praticantes experientes e mestres de escolas de chá de estilos diferentes. São eles:

– o australiano Adam Wojcinski, que apresentará 24 Hour Tea Ceremony, na Imagine Peace Tower, obra de Yoko Ono;
– a japonesa Mai Ueda, que enfatizará a leveza da vida na performance Anti Gravi Tea;
– o tasmaniano Allan Halyk, que fará um tributo ao monge japonês Baisao, conhecido como “Velho Vendedor de Chás”) ;
– o japonês Ken Hamazaki, também conhecido como “Homem Vermelho”, que fará várias cerimônias do chá pela cidade, chamadas de Pop up Red Tea;
– a norte-americana Souheki Mori, que interpretará uma cerimônia do chá do século 15 do estilo Daisu;
– o italiano Alberto Moro, que fará sua performance em uma bandeja, sintetizando tanto a complexidade quanto a simplicidade do caminho do chá;
– a brasileira Erika Kobayashi, que pretende expandir o conceito de “Tagiru” (rompimento, em tradução livre) na performance “Blow Up Rebirth, e
– o francês Pierre Sernet, que fará a performance “Guerrilha Tea” nas águas termais de Blue Lagoon, nas proximidade de Reykjavik.

Segundo Wojcinski, o primeiro encontro de artistas será realizado na Islândia porque a população incorpora os valores da cerimônia do chá no dia a dia.

“Talvez seja devido à existência da harmonia, historicamente prevalecida, ou o respeito que foi colocado em pauta nessa democracia que existe há mil anos, ou a pureza do ambiente, ou a tranquilidade que surge quando vemos as belezas naturais da Islândia”, disse.