“Caça aos Gângsters” é espetáculo divertido e pouco original

O diretor Ruben Fleischer se limitou a copiar os clássicos do gênero, mas ainda assim consegue entreter

Redação Cultura – “Caça aos Gângsters” reúne uma tropa de atores de peso – Sean Penn, Ryan Gosling, Josh Brolin, Emma Stone e Giovanni Ribisi – e uma encenação magnética, mas tudo nele parece um “déjà vu”, um terreno conhecido e saturado, embora consiga entreter.

A história estreou neste mês nas telas brasileiras com muito pouca originalidade no argumento: um grupo de policiais que atua fora da lei para acabar com um temido gângster que domina Los Angeles no final dos anos 1940.

No grupo de agentes, estão todos os estereótipos possíveis: o “cérebro”, o atirador, o honesto e o bonitão que se envolve com a menina do chefe dos gângsteres.

Nada novo sob o Sol para um filme dirigido com pouca personalidade por Ruben Fleischer, que se limitou a copiar os clássicos do gênero em seu estilo, em sua atmosfera e até em seus diálogos, mistura de ironia e de realidade e que servem para descarregar a tensão.

Acrescente-se a isso uma violência bastante gratuita, especialmente na fortíssima cena de abertura, que pretende anunciar o perfil selvagem do protagonista vilão, Sean Penn – que dá uma lição de interpretação.

Embora Gosling e Brolin não ofereçam suas melhores atuações, também apelando para estereótipos para compor seus personagens de bonitão e de tira honesto, respectivamente.

As perseguições, sim, são bem rodadas. E no final das contas o filme é bom entretenimento se o espectador não tiver grandes expectativas de renovação de um gênero que de tempos em tempos traz um exemplo de bom cinema, o que “Caça aos Gângsters” não é.

O filme se limita a ser mais um filme de gângsteres e, apesar de beber na fonte de histórias clássicas do gênero, em vez de homenageá-las acabou se tornando uma cópia desbotada.