Brasileiros treinam para percorrer América Latina de bike

Grupo começará a percorrer América Latina de bicicleta para gravar um documentário sobre o cicloturismo na região

São Paulo – Um grupo de três brasileiros começará a percorrer América Latina de bicicleta a partir do mês de janeiro com o propósito de gravar um documentário sobre o cicloturismo na região, informou à Agência Efe nesta quarta-feira Felipe Fontes, um dos integrantes envolvidos na viagem.

Sobre duas rodas, os três jovens, que já começaram seu treino, visitarão diferentes pontos do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Guatemala e México, o destino final da viagem.

“A ideia é mostrar o que a América Latina pode nos oferecer, como funciona para as pessoas que estão viajando em bicicleta, mostrar o caminho, o processo de mudança das paisagens e tentar perceber como as culturas mudam, ou não, pelo caminho”, afirmou Fontes em entrevista à Efe.

No entanto, a tarefa mais dura do projeto começa antes mesmo da partida, já que os brasileiros precisam de financiamento para poder custear o equipamento necessário para a gravação do documentário.

Desta forma, os três “cicloativistas” decidiram lançar uma campanha de “crowdfunding” – espécie de vaquinha virtual – no portal “catarse.me” para arrecadar fundos e tirar tal aventura do papel.

Além da questão financeira, Fontes e seus dois amigos de infância, Filipe Falcone e Marcelo Terreiro, também têm pela frente o desafio de encarar 25 mil quilômetros pedalando, um objetivo, que segundo sua opinião, suporá um “esforço constante”.

No entanto, por estarem acostumados a circular no caótico trânsito de São Paulo, Fontes assegurou não se sentir “muito preocupado” com os possíveis riscos que a viagem possa ter. “Não se pode ter medo do carro em nenhuma das circunstâncias”, comentou.

Em sua opinião, a viagem promoverá uma melhor compreensão “antropológica” da América Latina e, inclusive, do Brasil.

“O bom de usar a bicicleta é que transforma uma viagem dessas características em algo mais rígido. A variação de quilômetros por dia sempre é muito parecida, o que abre espaço para sentir as paisagens mudando mais lentamente, compreender como funciona a geografia, a cultura e etc.”, explicou Fontes.

Enquanto a viagem não se concretiza, os três jovens seguem treinando e contando suas experiências em cima das bicicletas através do blog “Grupo seis rodas: 3 bicicletas, seis rodas e muitos risos”.