Bloody Maria: o hype da cachaça no mundo da coquetelaria

A cachaça brasileira nunca esteve tão em alta

Aguardente, pinga, caninha, mé… Demorou para que a bebida exclusivamente brasileira tivesse um nome único para ser apresentada ao mundo: agora é apenas cachaça. Para conseguir conquistar os paladares além da nossa fronteira, também houve um grande esforço para padronizar os alambiques. “Assim como outras bebidas icônicas, como o bourbon, a cachaça agora deve seguir uma legislação de fabricação. A nova discussão é se determinamos uma limitação geográfica, como os terroirs dos vinhos”, explica Derivan Souza, bartender do Bar Número, em São Paulo, e um dos responsáveis pela internacionalização da bebida.

O destilado mais consumido no país ainda é usado em grande escala em shots e na caipirinha. Porém, esse cenário tende a mudar, pois a cachaça se tornou a coqueluche da coquetelaria. “Ela dá possibilidades infinitas para a mixologia, desde a produção de drinques autorais até releituras dos clássicos, como o negroni”, diz Derivan. Para ajudar nessa empreitada, os produtores querem dar um novo posicionamento ao mercado cachaceiro. “Para agregar valor, há uma leva de produções de cachaça reserva. Uma versão selecionada, que usa canas colhidas manualmente, tem um longo período de elaboração. É muito rica em sabor, uma experiência gustativa.” A dica do especialista é, na próxima vez que fizer um bloody mary, tente a versão bloody maria: com cachaça no lugar da vodca. Ou faça esta versão de clericot aí abaixo:

Clericot com cachaça

  • 1/2 maçã verde picada
  • 1/2 rodela de abacaxi picada
  • 1 carambola fatiada
  • 1 laranja picada (sem pele, nem sementes)
  • 50 ml de cachaça
  • 20 ml de licor curaçau fino
  • 20 ml de Kaly pêssego
  • 100 ml de refrigerante
    de limão

PREPARO: Em uma taça Bordeaux, coloque as frutas e, em seguida, os outros ingredientes. Misture bem, acrescente gelo e sirva gelado.


Ouro Líquido

Os lançamentos que vão incrementar seu bar

Crédito: Gustavo Pitta Crédito: Gustavo Pitta

Crédito: Gustavo Pitta (/)

Cabaré: é armazenada durante 15 anos em tonéis de carvalho europeu. Apesar da cor não tão intensa, o resultado é uma bebida encorpada
R$ 220 (38%) Dom Táparro

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Reserva 51: envelhecida durante três anos em barris de carvalho americano de primeiro e único uso, da mesma forma que um bourbon é maturado
R$ 249,90 (40%) Reserva 51

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Melicana: a bebida é destilada a partir da fermentação do mel de abelha – não tem cana-de-açúcar na composição. Depois, é envelhecida em carvalho.
R$ 228 (40%) Cachaçaria Melicana

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Sagatiba mel, lima e limão: o processo de multidestilação é feito em coluna de aço, o que evita interferência de sabores externos
R$40 (17,5%) Sagatiba

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Leblon: um aroma frutado com camadas complexas de cana de açúcar fresca, especiarias e frutas.  O destilado aquece na boca e deixa uma suave doçura que se acentua com a cada momento.  Com uma textura ultra suave e um corpo que vai do suave ao médio. R$59,90 Cachaça Leblon