Argentina e Bélgica se reencontram em jogo decisivo

Quase 3 décadas depois de jogo marcado por Maradona, Argentina e Bélgica voltam a se encontrar na Copa

Brasília - Pouco mais de 28 anos depois de um duelo marcado por show de Diego Maradona, <strong><a href="http://www.exame.com.br/topicos/argentina">Argentina</a></strong> e <strong><a href="http://www.exame.com.br/topicos/belgica">Bélgica</a></strong> voltam a se encontrar, dessa vez pelas quartas de final de uma <strong><a href="http://www.exame.com.br/topicos/copa-do-mundo-2014">Copa do Mundo</a></strong>, em jogo que acontecerá neste sábado às 13h (horário de Brasília), no Estádio Nacional Mané Garrincha, na capital federal.</p>

No dia 25 de junho de 1986, as duas seleções se enfrentaram no Estádio Azteca, na Cidade do México, para disputar uma vaga na decisão do torneio.

Depois de etapa inicial sem gols, “El Pibe” resolveu no segundo tempo, marcando os dois gols da vitória por 2 a 0.

Depois do duelo, a “Albiceleste” venceu a Alemanha Ocidental por 3 a 2 e conquistou o segundo título mundial de sua história.

Os belgas tiveram que se contentar com o quarto lugar, selado após derrota para a França na prorrogação.

Agora, estarão frente a frente a Argentina com outro grande camisa 10, Lionel Messi, e a Bélgica com nova safra de talentosos jogadores, com Thibaut Courtois, Vincent Kompany, Kevin De Bruyne e Eden Hazard sucedendo Jean Marie Pfaff, Eric Gerets, Enzo Scifo e Jan Ceulemans.

O objetivo desta vez não é chegar em uma final, mas sim na semifinal, onde o vencedor encarará quem levar a melhor no confronto entre Holanda e Costa Rica, que também acontecerá neste sábado, às 17h (horário de Brasília), na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Para o jogo, o técnico da seleção argentina, Alejandro Sabella, tem um problema apenas, o lateral esquerdo Marcos Rojo, um dos destaques da equipe até aqui. Por ter recebido o segundo cartão amarelo no Mundial contra os suíços, o jogador deverá dar lugar a José María Basanta.

O comandante “albiceleste” não divulgou a escalação para o jogo e ainda fez mistério, fechando todos os treinamentos possíveis. Apesar disso, é pouco provável uma mudança na formação com relação ao 11 inicial que superou a Suíça, no sufoco, nas oitavas de final.

Entre os jogadores e comissão técnica, o discurso está afinado: de que o desejo argentino é de voltar a uma semifinal de Copa do Mundo depois de 24 anos. Desde 1990, quando bateu a Iugoslávia nas quartas, foram três eliminações nesta fase: 1998 (derrota para Holanda), 2006 e 2010 (ambas as quedas diante da Alemanha).

“O primeiro objetivo é estar entre os quatro primeiros colocados. Depois é outra história. Óbvio que o sonho é sair campeão, mas não se pode ignorar a Bélgica”, afirmou o volante Javier Mascherano.


Os Diabos Vermelhos, ao lado de Colômbia e Holanda, são os únicos que venceram os quatro jogos que disputaram na Copa do Mundo. Até o momento, contudo, faltou apresentar o bom futebol que se esperava de jogadores talentosos, da “ótima geração belga”.

Nas oitavas de final, assim como os argentinos, os comandados pelo técnico Marc Wilmots viveram um épico confronto com os Estados Unidos, decidido na prorrogação em 2 a 1, depois de empate sem gols no tempo normal. Para ganhar, os belgas tiveram que superar a “muralha” Tim Howard, que fez 16 defesas no jogo, recorde das Copas.

O jogo desgastante e o poderio do rival podem levar a mudanças no time titular. O volante Steven Defour, expulso contra os sul-coreanos, pode aparecer no lugar de Dries Mertens, que vem decepcionando até aqui. No comando de ataque, Divock Origi pode “devolver” a posição de titular a Romelu Lukaku.

Para Wilmots, as cobranças sobre a qualidade abaixo do esperado do futebol belga na Copa são injustificadas. Para o técnico, o resultado é mais importante, e todos, inclusive os torcedores do país estão entendendo esta proposta.

“Estamos estabelecendo uma cultura de ganhar. Estou orgulhoso de sermos um dos times mais jovens a sobreviver nesta Copa do Mundo. Essa experiência fortalece os jogadores. Na Bélgica, achavam que não poderíamos avançar, mas eu sempre pensei de forma diferente”, garantiu.

Prováveis escalações:.

Argentina: Romero; Zabaleta, Federico Fernández, Garay e Basanta; Mascherano, Gago, Lavezzi e Di María; Messi e Higuaín. Técnico: Alejandro Sabella.

Bélgica: Courtois; Alderweireld, Buyten, Kompany e Vertonghen; Witsel, Fellaini; Mertens (ou Defour), De Bruyne e Hazard; Origi (ou Lukaku). Técnico: Marc Wilmots.

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália), auxiliado pelos compatriotas Renato Faverani e Andrea Stefani.

Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.