Antes de abrir quartas, Copa tem goleiros em destaque

As boas atuações desses jogadores têm contribuído para o aumento das emoções no torneio

São Paulo – A Copa dos gols e dos lances decisivos nos últimos minutos é também a Copa dos goleiros. As boas atuações desses jogadores têm contribuído para o aumento das emoções no torneio. Mesmo com a elevada média de gols do Mundial – 2,75 (154 gols em 56 partidas) -, os goleiros tiveram participação decisiva.

Os maiores destaques das oitavas de final são Ospina, da Colômbia, e Navas, da Costa Rica. O colombiano é o primeiro colocado no ranking de estatísticas da Fifa, com 90% de aproveitamento – fez 18 defesas e só foi vazado duas vezes.

Já o costa-riquenho pode ser considerado um dos maiores responsáveis pela histórica campanha da equipe, que chega às quartas pela primeira vez. O goleiro fez 14 defesas e bloqueou 87,5% dos chutes dos adversários.

Courtois, apesar de não aparecer tanto com defesas decisivas nos quatro jogos da sua seleção, tem a regularidade como maior trunfo.

Dos 15 chutes dados contra o gol da Bélgica, 13 foram defendidos pelo jogador do Chelsea – destaque para as intervenções diante da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.

O goleiro de 22 anos buscou a bola no fundo do gol apenas uma vez, em um pênalti convertido pelo argelino Feghouli, ainda no primeiro jogo.

Alguns não conseguiram sucesso com a seleção, mesmo com suas boas atuações. Caso de Ochoa, que parou Neymar no segundo confronto do Brasil na primeira fase. Enyeama, da Nigéria, realizou 21 defesas no Mundial.

Após evitar o gol de Messi na África do Sul, há quatro anos, o jogador do Lille voltou a brilhar em um Mundial, mesmo sofrendo cinco gols no torneio – dois deles do craque argentino.

Nas oitavas de final, contra a França, depois de evitar o gol francês durante 79 minutos, acabou falhando no lance em que Pogba abriu o placar.

Além deles, outros três goleiros se destacaram nas oitavas, mesmo nas derrotas de suas seleções: Howard, dos Estados Unidos, Rais Mbolhi, da Argélia, e Benaglio, da Suíça. O norte-americano fez 16 defesas contra a Bélgica – recorde desde a Copa de 1966.

O arqueiro argelino quase fez história ao parar o ataque alemão no tempo normal – os gols da Alemanha saíram apenas na prorrogação. Benaglio chegou a defender um pênalti de Benzema logo na estreia da Copa.

Contra a Argentina, sofreu um gol aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Entre os oito goleiros que disputarão uma vaga na semifinal, apenas dois têm aproveitamento inferior a 80%: Cillessen, da Holanda, e Julio Cesar, do Brasil, com 73,3% e 66,7%, respectivamente.

O brasileiro é responsável por seis defesas após 390 minutos em campo – o menor número entre os finalistas. Dos nove chutes dados à meta da seleção, três entraram. O camisa 12 do Brasil, contudo, salvou a equipe ao defender dois pênaltis na decisão contra os chilenos.

A Copa 2014 também foi marcada pela quebra de dois recordes. O italiano Buffon foi convocado para o quinto Mundial, somando 13 partidas disputadas.

Já Mondragon, da Colômbia, tornou-se o jogador mais velho a jogar em uma Copa. Aos 43 anos, o goleiro, que esteve nas edições de 1994 e 1998, atuou por cinco minutos contra o Japão – a tempo de fazer uma defesa.