A Flip dos sonhos da VIP

Sexo por elas BRILHANTES E TARADAS
Uma Flip ao nosso gosto deve ter uma mesa com mulheres que escrevem sem pudor. Sempre queremos saber o que elas pensam sobre sexo. Teríamos autoras de diferentes gerações capazes de textos que vão além da mera sacanagem. A francesa sessentona Catherine Millet com as confissões de uma vida muito liberada. Na faixa dos 30 anos, a americana Diablo Cody traria sua experiência no strip-tease e a anglo-alemã Charlotte Roche colocaria alguma escatologia em sua busca de sensações físicas. E, aos 26 anos, a francesa Lolita Pille contribuiria com sua petulância de garota mimada. Promessa de um debate quente.
Catherine Millet
“Nas maiores surubas que participei, era possível encontrar algumas vezes até cento e cinquenta pessoas (nem todas trepavam, algumas iam apenas para observar), e com um quarto ou um quinto delas eu fazia sexo de várias maneiras: com as mãos, com a boca, na boceta e no rabo. Hoje, sou capaz de contabilizar quarenta e nove homens que me penetraram e aos quais posso atribuir um nome, ou, pelo menos, em alguns casos, uma identidade. Mas não posso incluir nos cálculos os que se perderam no anonimato.”
Charlotte Roche
“Ele me colocou na cama. Abriu minhas pernas. Afastou os minicroissants e prendeu levemente minhas barbelas à direita e à esquerda com o curvex. Assim ele podia manter os pequenos lábios bem distantes do buraco e olhar profundamente lá dentro. Parecia os olhos do líder do Laranja Mecânica na cena do Beethoven. Ele me disse que eu deveria segurá-las e abrilas de maneira que me deixasse com tesão. Teve de bater uma foto para eu ver como minha xoxota é bonita assim tão arreganhada.”
Diablo Cody
“Meu companheiro e eu compramos uma lap dance cada um, aquele lance em que as garotas dançam e se esfregam diretamente no cliente. Minha stripper, uma garota andrógina de cabelos raspados e com um vestido de látex, era uma fonte indiferente e ineficiente de calor. Quando ela se inclinou para a frente e abriu a bunda para me mostrar o olho do cu, eu disse: ‘Gostei das suas botas’. Desde então, a experiência ficou gravada na minha tenra cabecinha, e tentei me imaginar nua naquele salão cheio de espelhos e com cheiro de bunda.”
Lolita Pille
“Preciso emporcalhar-me, machucar- me, ferir-me de forma irreversível. Quero tornar-me incapaz de voltar a olhar-me num espelho. Eu me viro, meus cabelos se soltam e rolam por cima dos meus rins encharcados de suor, enquanto ele deflora brutalmente a única coisa que sobrava de virgem em mim. Estou agora completamente corrompida. Sinto o orgasmo crescer em ondas sucessivas, meu ser se banha inteiro neste sofrimento gozoso, é um orgasmo triste. O que a gente chama de amor é apenas o álibi consolador da união de um perverso com uma puta.”
Catherine Millet, hoje com 61 anos,é diretora da revista francesa Art Press e causou sensação com seu relato liberadíssimo
A Vida Sexual de Catherine M.
(Ediouro, 2002, R$ 34,90).
Charlotte Roche já foi VJ de canal de música e atriz. Seu erótico-escatológico Zonas Úmidas (Objetiva, 2009, R$ 34,90) foi o livro mais vendido no mundo em março de 2008, quando saiu na Alemanha. Diablo Cody estreou com o livro autobiográfico Minha Vida de Stripper (Nova Fronteira, 2008, R$ 34,90). Como roteirista, ganhou o Oscar com Juno (2007). Lolita Pille estreou aos 20 anos com Hell – Paris 75016 (Intrínseca, 2003, R$ 34), festival de sexo, baladas e alto consumo de uma riquinha parisiense.

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