9 restaurantes brasileiros estão entre os 50 melhores da América Latina

Os eleitos em 2018 estão divididos entre Rio de Janeiro e São Paulo. Veja a lista completa e conheça cada um deles

São Paulo – Mais uma vez o Brasil se destaca na lista de Latin America’s 50 Best Restaurants. Nove restaurantes do país estão na lista, cuja sexta cerimônia anual de premiação foi realizada na terça-feira (30), na Colômbia.

Entre os nove restaurantes brasileiros, dois são estreantes: Oteque e Oro, do chef Felipe Bronze, vencedor do “One To Watch Award” do ano passado.

Veja abaixo os 9 restaurantes brasileiros eleitos nesse ano e suas respectivas posições:

D.O.M., de São Paulo (5º), Melhor Restaurante do Brasil

Prato do D.O.M Prato do D.O.M

Prato do D.O.M (D.O.M/Divulgação)

Do chef ex-punk e ex-DJ Alex Atala, o restaurante é especializado em comida brasileira, mas com um olhar contemporâneo. Seus pratos têm ingredientes tipicamente nacionais e pouco explorados na gastronomia, como pupunha, cupuaçu, jambu. O D.O.M tem duas estrelas no consagrado Guia Michelin. O ambiente do restaurante, localizado no Jardins, mistura o clássico e moderno e inclui painéis com temas nacionais.

A Casa do Porco, de São Paulo (7º)

BUN A Casa do Porco

 (Reprodução A Casa do Porco/Instagram)

Localizado no Centro de São Paulo e comandado pelo chef e ex-açougueiro Jefferson Rueda, praticamente todo o menu do restaurante tem o porco como ingrediente principal, desde torradas com pancetta até tartar de porco. Toda a carne vendida é brasileira, e o restaurante tem uma extensa lista de drinks, incluindo cachaças. Rueda já foi chef do também premiado Attimo e fundou o Bar Dona Onça, também no centro da cidade.

Maní em São Paulo (12ª)

Ambiente do Maní Ambiente do Maní

Ambiente do Maní (Maní/Divulgação)

Há mais de uma década em operação no Jardim Paulistano, o Maní foi fundado por dois chefs, a brasileira Helena Rizzo e o catalão Daniel Redondo. O conceito do restaurante partiu de uma ideia da modelo Fernanda Lima, amiga de Helena, que sentia falta de um lugar que oferecesse comida mais saudável e orgânica. É essa a proposta central do restaurante, que tem ambiente contemporâneo com uma pegada tropical. Entre os pratos do menu, estão o peixe no tucupi, a sopa fria de jabuticaba e ceviche de caju.

Lasai, do Rio de Janeiro (26º)

Prato do Lasai, no Rio Prato do Lasai, no Rio

Prato do Lasai, no Rio (Lasai/Divulgação)

A culinária do restaurante, localizado no bairro de Botafogo, se baseia em produtos locais do estado. O chef, Rafa Costa e Silva, adapta o menu de acordo com a disponibilidade de ingredientes em suas duas hortas próprias, e trabalha em parceria com pescadores locais. A atmosfera do restaurante é tranquila.

Olympe, do Rio (27º)

Prato do Olympe, no Rio Prato do Olympe, no Rio

Prato do Olympe, no Rio (Olympe/Divulgação)

O tradicional Olympe, localizado na Lagoa e fundado pelo premiado Claude Troisgros há 30 anos, tem uma estrela no Guia Michelin. Hoje, é comandado pelo chef especializado em culinária contemporânea e filho de Claude, Thomas. A culinária do restaurante busca fundir a culinária francesa contemporânea com a culinária brasileira, combinando ingredientes como mandioca, maracujá e jiló à alta gastronomia.

Oteque, do Rio (33º)

Restaurante Oteque, no Rio Restaurante Oteque, no Rio

Restaurante Oteque, no Rio (Oteque/Divulgação)

Depois de uma temporada em São Paulo, o chef Alberto Landgraf comanda o Oteque no bairro de Botafogo, no Rio. Seu foco são ingredientes de qualidade e atendimento elegante. O restaurante trabalha no sistema de menu degustação, que é montado de acordo com a disponibilidade dos ingredientes. Alguns dos pratos do menu atual são: vieira marinada, ostra, leite de castanha e barriga de porco.

Mocotó, de São Paulo (45º)

Prato do Restaurante Mocotó Prato do Restaurante Mocotó

Prato do Restaurante Mocotó (Mocotó/Divulgação)

O Mocotó se define como um restaurante de comida sertaneja nordestina democrático. Localizado na Vila Medeiros, zona norte da cidade de São Paulo, foi fundado como uma Casa do Norte em 1973 por José de Almeida, e hoje é comandado por seu filho. O sucesso é tanto que o restaurante já se desdobrou em diversos formatos: O Esquina Mocotó, o Mocotó Café e o Balaio, com ambiente sofisticado e localizado no térreo do novo Instituto Moreira Salles, em plena Avenida Paulista.

Oro, do Rio, (49º)

Prato do Restaurante Oro Prato do Restaurante Oro

Prato do Restaurante Oro (Oro/Divulgação)

O Oro, fundado em 2010 e localizado no Leblon, se autointitula como cozinha brasileira de vanguarda feita no fogo. Ganhou duas estrelas no Guia Michelin e é comandado pelo chef Felipe Bronze, que já escreveu livros sobre a culinária e comanda programas na TV, como o “The Taste Brazil”, no canal GNT. Oferece dois menus: um mais criativo e longo, e outro mais enxuto, com receitas consagradas.

Tuju, de São Paulo (50º)

Restaurante Tuju Restaurante Tuju

Restaurante Tuju (Tuju/Divulgação)

Localizado na Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros, seu objetivo é valorizar produtos e técnicas nacionais. O restaurante tem uma horta própria, e todas as folhas usadas no menu são produzidas nela. O Tuju renova o seu menu de cinco tempos a cada duas semanas, para exercitar a criatividade, autocrítica e trabalho em equipe. O ambiente tem como característica a integração com a rua e elementos industriais. Entre os pratos oferecidos atualmente, estão acarajé de couve-flor com óleo de rosas, sardinha marinada com pão de alho negro e alcachofra, e mochi de mangarito com ameixa fermentada.

Top 10

Pelo segundo ano consecutivo, o peruano Maido ficou em primeiro lugar na lista do Latin America’s 50 Best Restaurants.

Prato do Maido, eleito o melhor restaurante da América Latina Prato do Maido, eleito o melhor restaurante da América Latina

Prato do Maido, eleito o melhor restaurante da América Latina (Maido/Divulgação)

Liderado pelo chef-proprietário Mitsuharu “Micha” Tsumura, o Maido é um espaço onde os visitantes podem experimentar a cozinha Nikkei, uma fusão de sabores peruanos e japoneses. Além de ser nomeado o melhor Restaurante da América Latina”, o Maido também é o melhor restaurante do Peru. O Central, que venceu o prêmio três vezes, ficou em segundo lugar na lista anual.

O Pujol, da Cidade do México, fica em terceiro lugar, seguido do Boragó, de Santiago, no quarto lugar, e D.O.M, em quinto. Os três recebem os títulos de Melhor Restaurante do México, Chile e Brasil, respectivamente.

O top 10 é completado por Don Julio, em Buenos Aires (6º lugar); A Casa Do Porco, em São Paulo (7º lugar); Astrid y Gastón em Lima (8ª posição); Quintonil na Cidade do México e o Leo, de Bogotá (9ª e 10º posição).

Veja abaixo a lista completa:

Lista dos 50 melhores restaurantes da America Latina 2018

Lista dos 50 melhores restaurantes da America Latina 2018 (Latin America´s 50 Best Restaurants 2018/Divulgação)

Novos nomes

Em 2018, a lista apresenta seis novos restaurantes: El Chato, restaurante revelação do país anfitrião, a Colômbia, com sede em Bogotá, que também recebeu o prêmio de Melhor Estreante (Highest New Entry), ocupando a 21ª posição na lista.

O Oteque, do Rio de Janeiro, no Brasil, entra na lista em 33º lugar; Le Chique em Cancun, México, chega na 34ª posição; o Gran Dabbang, de Buenos Aires, Argentina, ocupa a 38ª posição; o Narda Comedor, também da capital argentina, entra na lista no 46º lugar. O sexto estreante, em 49º lugar, é o Oro.

Da capital do Chile, Santiago, o restaurante Osaka voltou à lista na 47ª posição.

Prêmios especiais

O “Latin America’s Best Pastry Chef Award”, de melhor doceiro, foi concedido a Jesús Escalera, de La Postrería de Guadalajara, México.

O “Chefs’ Choice Award”, votado pelos chefs de restaurantes na lista do Latin America’s 50 Best Restaurants foi atribuído a Carlos García.

O “Sustainable Restaurant Award”, um novo prêmio na América Latina que reconhece um estabelecimento na lista com a mais alta classificação de sustentabilidade global, conforme auditado pela Sustainable Restaurant Association, vai para o Boragó, de Santiago, Chile.

O prêmio “Art of Hospitality”, que reconhece a excelência em serviço de restaurante e experiência gastronômica, é concedido a Don Julio em Buenos Aires, Argentina.

Já o Mishiguene em Buenos Aires foi premiado com o “Highest Climber Award” após escalar impressionantes 32 posições na lista. O restaurante passou do 50º lugar no ano passado ao 18º lugar nesse ano.

Outros prêmios

Além do conjunto de prêmios anunciados na noite, três prêmios especiais foram revelados no período que antecedeu a cerimônia e apresentados no dia 30 de outubro.

O “Lifetime Achievement Award” foi entregue em conjunto a María Elena Lugo Zermeño e Gerardo Vázquez Lugo, de Nicos, na Cidade do México. Esta é a primeira vez que o prêmio foi dado a dois chefs simultaneamente – mãe e filho – devido a sua contribuição para elevar a culinária tradicional mexicana durante várias décadas.

O “Latin America’s Best Female Chef” foi concedido a Pía León de Central e Kjolle, em Lima. Esta distinção reconhece a carreira e o impacto positivo de uma chef feminina na região.

O “One To Watch Award”, que reconhece um restaurante com potencial para fazer parte da lista do Latin America’s 50 Best Restaurants nos próximos anos, foi apresentado ao Manu.

Metodologia

A lista e prêmios do Latin America’s 50 Best Restaurants é de propriedade e organizada pela William Reed Business Media. A Academia do Latin America’s 50 Best Restaurants é composta por mais de 250 membros votantes, cada um dos quais é escolhido por sua opinião especializada sobre o cenário de restaurantes latino-americanos. Os votos desta Academia compõem a lista do Latin America’s 50 Best Restaurants, um barômetro anual.

A Academia é dividida em quatro regiões: México e América Central, América do Sul (Norte), América do Sul (Sul) e Brasil. Cada região tem um presidente da Academia e 62 outros membros votantes, formados por jornalistas, críticos de gastronomia, chefs, donos de restaurantes e gourmets bem viajados. Cada membro tem que enviar 10 votos sobre o que eles consideram suas melhores experiências de jantar dos 18 meses anteriores; pelo menos quatro desses votos têm que ir a restaurantes fora do seu próprio país.

A Colômbia, é anfitriã pelo segundo ano, escolhida por causa de sua rica e crescente cena gourmet.