7 lições que o turismo do Alasca pode ensinar

Saiba como a região conquistou o posto de um dos destinos mais procurados dos Estados Unidos, e o que aprender com o trabalho desenvolvido por lá

Temperaturas abaixo de zero e dias sem a visita do sol não parece um cenário muito convidativo para uma viagem, certo? E se, por outro lado, esse mesmo destino oferecesse paisagens deslumbrantes, atrações culturais e fenômenos naturais únicos no mundo? Foram essas singularidades que levaram mais de 2 milhões de pessoas a viajarem para o Alasca nos últimos dois anos. Somados, os visitantes deixaram 1,9 bilhão de dólares por lá no período, garantindo ao setor turístico uma importante parcela da economia local – responsável por um a cada oito empregos gerados no Estado.

Destacar o que possui de melhor e focar em experiências únicas, ainda que em condições climáticas adversas, são as linhas mestras na estratégia adotada pelo Alasca que possibilitou torná-lo um dos roteiros mais procurados dos Estados Unidos.

Conheça as principais ações fizeram da península um sucesso de crítica e de público e se inspire para aplicá-las no seu negócio:

1. União que faz a força: reuna esforços com parceiros de interesses afins
Uma campanha de sensibilização para a importância do turismo no Estado foi organizada pela Industry Association Alaska (ATIA). O pacote de medidas chacoalhou o mercado com mobilização de hotéis, de restaurantes e compra de espaços publicitários em diversas mídias, além da criação de uma plataforma online alimentada por notícias da indústria do turismo local. 

2. Boca a boca: transforme clientes em divulgadores da marca
O site criado pela ATIA serve também no relacionamento com os turistas. A organização reservou um espaço por lá para que os visitantes contem suas histórias de viagem, enviem fotos e façam a melhor propaganda possível do destino, de forma espontânea e gratuita também pelas redes sociais.

3. Que tal um slogan? Adote uma mensagem forte
A ação “Tourism keeps our biz buzzin” estampou diversos produtos vendidos no Estado com a frase, ressaltando a importância do turismo para a região. A mensagem foi espalhada em revestimentos para copos de café, em travesseiros de hotéis, em guardanapos de restaurantes e até mesmo em selos colados em caixas de presentes.

'Tourism keeps our biz buzzin': mensagem unificou os esforços do estado para o turismo (/)

4. Pacotes flexíveis: ofereça experiências diferentes a variados públicos
Com o desafio de atrair turistas de todas as idades, são oferecidas diversas opções de viagens. Dentre elas, destacam-se cruzeiros por geleiras, excursões de carro, observações da aurora boreal, explorações da natureza selvagem e de uma rica história cheia de culturas únicas, como a dos inuítes. Navegar pelas águas frias da região tornou-se um sucesso de público: os cruzeiros representaram 48% das formas de chegada dos visitantes à península nos últimos dois anos.

5. Criatividade: alternativas para a sazonalidade
O rigoroso inverno, com temperaturas abaixo dos vinte graus negativos, poderia tornar o Alasca um destino escolhido apenas para o verão. Para contornar a dificuldade climática, o Estado oferece uma programação cultural indoor e investe na manutenção de seus museus.

6. Comunicação em multi-canais
Investir em anúncios em mídias tradicionais, como televisão e rádio, e também em mídias digitais, como Facebook, Twitter e Instagram, permite o alcance aos mais diversos perfis de viajante, dos mais conservadores aos mais ousados.

7. Seja único: explore suas particularidades
Conhecido por seus mares privilegiados, o Alasca tem algumas das experiências de pesca mais originais e requintadas do planeta. Salmão fresco e caranguejos podem ser encontrados em locais diversos em todo o Estado. Uma especialidade local foi desenvolvida para se tornar um prato típico e rapidamente foi aprovada pelos turistas: o hambúrguer de salmão. O Alasca faturou 331 milhões de dólares em 2013 só com a venda dos sanduíches, o equivalente a mais de 23 milhões de refeições.