7 franquias de filmes de ficção provam o valor da década de 80

Blade Runner 2049 é apenas a ponta do iceberg. Esses anos são famosos por emplacar séries icônicas, como O Predador, RoboCop e Mad Max

Blade Runner Blade Runner 2049

Blade Runner 2049 (Hollywood/Divulgação)

A década de 80 foi prato cheio para filmes de ficção científica distópica. Os principais clássicos desse subgênero logo tiveram sequências, casos de Mad Max (que estreou em 1979 na Austrália, mas em 1980 nos Estados Unidos e no Brasil) e O Exterminador do Futuro. Houve até um reboot (o RoboCop de 2014, dirigido pelo brasileiro José Padilha).

Apenas Blade Runner, o Caçador de Androides seguia imaculado, apenas com o longa de 1982. Agora o último da fila junta-se ao clube com Blade Runner 2049, que estreia nesta quinta,  5 de outubro no Brasil.

Inspirado pelo longa do caçador de androide relembramos outras franquias que nasceram nos anos 80 e continuam mostrando a força do gênero Sci-Fi em Hollywood.

Mad Max

Mad Max Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

Mad Max: Estrada da Fúria (2015) (/)

A famosa quadrilogia tem o benefício de contar com uma clara assinatura de seu diretor George Miller. Os quadro filmes são preenchidos por um formulário tenebroso:  um mundo pós-apocalíptico com paisagens desérticas, personagens insanos, povoados selvagens usando máquinas e carros radicais e a complicada guerra por gasolina e água. 

O último, Mad Max: Estrada da Fúria (2015), desponta como o mais arrojado, para não dizer contemporâneo, já que tira da figura masculina o papel de único protagonista e entrega a Furiosa (Charlize Theron) a missão de liderar um grupo de mulheres em uma luta para fugir de um tirano cruel. 

Enquanto o icônico Max Rockatansky, interpretado por Mel Gibson nos três primeiros filmes (1979, 1981 e 1985), caiu no colo no talentoso Tom Hardy, responsável por colocar um caráter mais intimista ao policial rodoviário.

Mesmo com um intervalo de 30 anos entre o terceiro e o quarto filme da franquia, é inegável que o universo permanece uníssono graças a detalhes cruciais como matar muitos personagens importantes, uma marca registrada da série. 

Para os fãs, boas notícias, o diretor confirmou ao lado da Warner Bros. que teremos um “Mad Max: The Wasteland”. A data ainda não foi confirmada, mas intenção é ter mais da Imperatriz Furiosa dentro da série.

■ Mad Max (1979)

■ Mad Max 2: A Caçada Continua (1981)

■ Mad Max – Além da Cúpula do Trovão (1985)

■ Mad Max: Estrada da Fúria (2015)


Exterminador do Futuro

O Exterminador do Futuro: Gênesis O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015)

O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015) (/)

Uma das franquias de maior sucesso do cinema. A história das máquinas conhecidas como “Exterminadores”, cuja missão principal é a luta contra a resistência humana foi tão bem trabalha pelo seu criador James Cameron, que até hoje rende frutos: o capítulo 6 chegará aos cinemas dia 26 de julho de 2019.

A figura mais representativa é um velho conhecido de todos, Arnold Schwarzenegger. Seu papel como  T-800 é histórico e concedeu ao mundo uma gama de frases célebres. Nem precisa acionar o Google para lembrar de “Venha comigo se você quiser viver”, “Velho. Não obsoleto” e as campeãs “Hasta la vista, baby” e “I’ll be back”. 

O destaque da trama fica por conta, no entanto, das viagens no tempo. Elas mudam de forma considerável os períodos a cada filme e consequentemente cria espaço para várias teorias, nutridas por ávidos fãs há anos. 

■ O Exterminador do Futuro (1984)

■ O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991)

■ O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas (2003)

■ O Exterminador do Futuro: A Salvação (2009)

■ O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015)


RoboCop

RoboCop RoboCop (2014)

RoboCop (2014) (/)

Contamos no dedo as franquias que conseguiram sucessos retumbantes em todos os seus episódios. Beira uma “missão impossível”, para falar em outra sequência famosa de filmes, fidelizar o espectador ao longo de uma história que não é contada e um único filme.

RoboCop, o original de 1987, foi um sucesso comercial e de crítica e seu roteiro tinha todo o potencial pra uma sequência óbvia. Teve! 

Porém, a parte 2 (em 1990) foi decepcionante ao ponto da estrela Peter Weller pular do barco e se negar a viver o policial novamente. Problema algum para a Orion Pictures que vislumbrando mais uma gorda bilheteria apostou em RoboCop 3 (em 1993).

A repercussão foi tão negativa que o estúdio entrou em falência durante as filmagens e a violência teve que ser reduzida num esforço pra tornar o longa mais acessível aos jovens.

Não deu certo. Foram precisos 21 anos para a Sony, nova detentora dos direitos do filme, bancar um reboot. E o fracasso do trabalho dirigido pelo brasileiro José Padilha e estrelado por Joel Kinnaman coloca em xeque a vida do personagem Alex Murphy nas telonas. 

Apesar de todas as benfeitorias realizadas pelo diretor, a arrecadação nos EUA, país mais importante para a indústria do cinema, foi modesta: US$ 58 milhões para um orçamento de US$ 100 milhões.

A Sony/MGM, no entanto, não pretende desligar as máquinas do agente do futuro e já avisou que vai refazer os capítulos. Padilha continua no radar, mas é pouco provável que tope essa aventura. 

■ RoboCop – O Policial do Futuro (1987)

■ RoboCop 2 (1990)

■ RoboCop 3 (1993)

■ RoboCop (2014)


O Predador

Predador Predador (1987)

Predador (1987) (/)

A franquia Predador já gerou três filmes e teve dois crossovers: Alien vs. Predador 1 e 2. Ou seja, um legado de respeito e que sob direção de Shane Black, em uma mistura de reboot e sequência, terá um novo episódio nos cinemas em 3 de agosto de 2018.

A maior surpresa do novo longa ficaria por conta da presença de Jean-Claude Van Damme, que foi sumariamente demitido após ficar encucado com a ideia de que a criatura brutal deveria fazer golpes de kickbox nos oponentes. 

E essa não foi a primeira vez que ele foi dispensando do longa. Em 1987, durante a produção da parte um, o ator tinha sido a escolha original para ser o Predador, por suas habilidades marciais, mas as reclamações com relação à roupa apertada o fizeram desistir.

Arnold Schwarzenegger, que havia acabado de alcançar a fama global com “Conan, o Bárbaro”, no fim virou o protagonista do primeiro longa.  

Ali, ele interpretava o líder de uma equipe de forças especiais convocada para resgatar reféns em um território guerrilheiro onde existia uma arma secreta: um extraterrestre com força sobre-humana e uma capacidade surpreendente de se camuflar.

A trama teve uma resposta boa do público e crítica. Orçado em US$ 15 milhões, angariou nos EUA US$ 60 milhões para a 20th Century Fox.

Nos anos seguintes, essa predileção deu gás para as continuações que conseguiram público mesmo com a ausência de Schwarzenegger, que rescusou retornar à saga. 

O desenrolar fez tão bem para o título que 23 anos depois, em 2010 nasceu “Predadores”, o melhor trecho da narrativa.

O elenco, encabeçado pelo ótimo Adrien Brody (O pianista), também contava com  Topher Grace (That 70’s Show), Laurence Fishburne (Matrix) e a brasileira Alice Braga (Eu Sou A Lenda).  

Na trama, um bando de mercenários é capturado e levado a um planeta para servir de caça. Uma premissa simples, mas que virou uma joia nas mãos do produtor Robert Rodríguez e do diretor Nimrod Antal. A grande sacada? 

É mais importante sinalizar a presença do predador (o rosnado, o modo furtivo, a visão de calor) do que colocar logo de cara ele e a raça humana. O clima de suspense é categórico e faz a memória do longa remeter ao icônico Predador-1987.

■ O Predador (1987)

■ Predador 2 (1990)

■ Alien Vs. Predador (2004)

■ Alien vs. Predador 2 (2007)

■ Predadores (2010)

■ The Predator (previsto para 2018)


 

Fuga de Nova York

Fuga de Nova York Fuga de Nova York (1982)

Fuga de Nova York (1982) (Hollywood/Divulgação)

Fuga de Nova York estava destinado a não acontecer. O texto ficou pronto em 1976, mas nenhum estúdio quis produzi-lo. Segundo o diretor John Carpenter, achavam-no “muito violento, assustador e estranho”. 

Foram necessários cinco anos de perseverança de John e da participação de três pequenas produtoras (AVCO, I.F. Investors e Goldcrest) para o projeto chegar aos cinemas.

O esforço compensou. O longa fez um grandíssimo barulho nos anos 80 ao retratar Snake, Kurt Russell, um ex-combatente que volta à ativa para resgatar de um sequestro o presidente dos Estados Unidos. 

Quinze anos depois a aventura ganhou uma versão Los Angeles (1996). Aí a peça da vez era a filha do presidente que desapareceu com um dispositivo que controlava o fornecimento de energia da cidade. Como esperado, Snake nela. O soldado foi enviado para recuperá-lo.

Recentemente a Fox anunciou estar trabalhando em uma refilmagem do original de 81, ainda sem data definida. A intenção das distribuidoras é reiniciar a franquia aos moldes de Planeta dos Macacos. 

■ Fuga de Nova York (1981)

■ Fuga de Los Angeles (1996)


Tron

Tron Tron: O Legado (2010)

Tron: O Legado (2010) (/)

Em 2015 , após “Tron – Uma odisseia eletrônica” (1982) e “Tron: O legado” (2010), a Disney avisou que não produziria um terceiro filme da série que, assim como o último, seria dirigido por Joseph Kosinski e contaria com Olivia Wilde e Garrett Hedlund como protagonistas.

Eis que dois anos passaram e a empresa do Mickey repensou sobre um possível reboot e disse estar interessada em reiniciar a história com Jared Leto (Esquadrão Suicida) como o herói da produção.

Não foram revelados detalhes do projeto, mas a intenção é criar algo vanguardista, aos moldes da primeira versão.

A crítica na época tratou o filme com desdém, já que o enredo era fundamentado na linguagem de programação, dados da informática, softwares e até hackers.

Bom lembrar que o começo da década de 80 era raro as pessoas terem computadores em casa. Para piorar, ele chegou ao cine no mesmo período de E.T. – O Extraterrestre, um arrebatador de bilheterias.

A sequência do filme, intitulada Tron: O legado, lapidou as características mais chocantes da Odisseia: motocicletas que deixavam rastros de luz e embates gladiatórios em arenas digitais explodiam nas telas já no formato IMAX. 

A perfumaria técnica-visual-sonora, no entanto, não salvaram a produção de problemas sérios de roteiro e edição. A benesse ficou pela presença de Jeff Bridges, único a atuar — e bem — nas duas películas.

■ Tron – Uma Odisseia Eletrônica (1982)

■ Tron: O Legado (2010)


Blade Runner

Blade Runner Blade Runner 2049 (2017)

Blade Runner 2049 (2017) (/)

A sequência envolve dois responsáveis pelo Blade Runner original (1982). Ridley Scott, que dirigiu aquele filme, desta vez é apenas produtor — o comando das câmeras é do canadense Denis Villeneuve, indicado ao Oscar deste ano por A Chegada.

Harrison Ford retorna no mesmo papel de Rick Deckard, o caçador de androides (ou “blade runner”, no jargão da polícia de Los Angeles do futuro).

No longa original, ambientado em 2019, o personagem de Ford tinha de eliminar replicantes, androides que eram iguais a humanos, a não ser pela ausência de emoções — por isso, eram maus e acabaram banidos do planeta, mas retornaram.

Conforme o título já antecipa, o novo Blade Runner se passa em 2049. Em três décadas, os replicantes voltaram a ser permitidos e, novamente, proibidos.

Um jovem policial chamado K (Ryan Gosling, de La La Land) busca o aposentado Deckard para ajudá-lo a combater androides.

O elenco também tem Jared Leto (de novo em um papel de esquisito), Robin Wright (da série House of Cards) e a cubana Ana de Armas, que vem tentando decolar em Hollywood.

O fato curioso é que Blade Runner 2049 é a sequência de um clássico de ficção científica dos anos 80 que mais demorou a surgir.

■ Blade Runner, o Caçador de Androides (1982)

■ Blade Runner 2049 (2017)