6 destinos paradisíacos para praticar stand up paddle

Com a experiência de quem viaja pelo Brasil e pelo mundo com sua prancha de SUP, o fotógrafo Daniel Aratangy conta aqui os destinos mais inspiradores

SUP Daniel Aratangy

 (Daniel Aratangy/Revista VIP)

Remar é preciso, viver não é preciso. Esse poderia ser o lema de Daniel Aratangy, fotógrafo e “supeiro”,
como ele próprio se define.

Foi o privilégio de poder conhecer lugares mais isolados e que proporcionam maior contato com a vida selvagem que fez dele um grande entusiasta do stand up paddle. “Agora eu levo minha prancha para todo lugar aonde vou, mesmo em viagens de trabalho”, diz.

O SUP pode ser praticado em represas, rios, lagos e no mar, o que o torna mais acessível do que outros esportes de prancha, como o surfe (em que é preciso haver uma praia com ondas razoavelmente boas e constantes).

Mas, ao contrário deste, a falta de informações e até o desconhecimento do esporte podem afastar pessoas que gostariam praticá-lo. Essa dificuldade foi o que incentivou Aratangy a criar a conta
@caminhos.do.sup no Instagram.

“Resolvi fazer isso para compartilhar informações. Além das dicas para o esporte, acabo contando um pouco sobre o lugar, sua cultura e história.”

Para praticar SUP, a primeira coisa a ter em mãos é, claro, a prancha. Ela pode ser rígida, do mesmo material das de surfe, ou inflável, mais recomendada para iniciantes: é prática, cabe na mochila e é super-resistente.

O formato também conta, pois ele pode facilitar a locomoção ou provocar mais atrito com a água e exigir mais esforço nas remadas.

Além disso, quanto mais larga a prancha, maior a estabilidade e, portanto, menor a chance de cair.

O stand up paddle também traz benefícios para todo o corpo, especialmente para abdome e ombros.

Aqui, separamos os destinos recomendados por Aratangy, que proporcionaram a ele experiências únicas – e que podem deixá-lo fascinado também.


ILHA ANCHIETA

> Ubatuba

SUP Daniel Aratangy

 (Daniel Aratangy/Revista VIP)

Uma das vantagens de remar em Ubatuba, segundo Aratangy, é a falta de ventos fortes, o que facilita a prática.

A paisagem encanta com áreas preservadas da Mata Atlântica bem próximas à praia. O local também abriga atrações turísticas como um presídio abandonado onde eram mantidos presos políticos do governo Vargas.

“É um dos melhores lugares para a prática de stand up”, garante o fotógrafo.


THOUSAND ISLAND RIVER

> Laint Lawrence

SUP Daniel Aratangy

 (Daniel Aratangy/Revista VIP)

O arquipélago com ilhotas localizado no Rio Saint Lawrence, na fronteira do Canadá com os EUA, oferece uma experiência diferente.

“Você rema com outro clima, a água é gelada”, conta Aratangy. “No outono as árvores ficam supercoloridas e o cenário, transformado.”

Lembre-se: para atravessar a fronteira, é preciso notificar os departamentos responsáveis dos países.


ABROLHOS

> Bahia

SUP Daniel Aratangy

 (Daniel Aratangy/Revista VIP)

O acesso ao arquipélago é feito por barco. O lugar é pouco frequentado e mais afastado da costa.

Uma boa época é entre setembro e outubro, quando é possível observar as baleias jubartes que migram até o litoral baiano em busca de águas quentes para se reproduzir.

Outro atrativo é o Farol de Santa Bárbara. Mantido por um posto da Marinha, os turistas podem visitá-lo à noite, quando ele é iluminado.


LAGOA AZUL

> Ilha Grande

SUP Daniel Aratangy

 (Daniel Aratangy/Revista VIP)

O cenário paradisíaco de Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro e parte do município de Angra dos Reis, fascina qualquer um.

A beleza já é um bom motivo para uma visita com a prancha. A Lagoa Azul, como se pode supor, recebeu esse nome inspirado no clássico de 1980.

Trata-se de uma piscina natural com água muito clara, localizada perto de praias como Baleia e Freguesia de Santana.


RIO FORMOSO

> Bonito

SUP Daniel Aratangy

 (Daniel Aratangy/Revista VIP)

O fotógrafo destaca: o rio corre dentro de propriedades privadas e os donos podem não ser muito simpáticos.

Mas o percurso de águas cristalinas e próximo a nascentes vale a pena. Esteja atento: alguns bichos selvagens na beira do rio podem passar despercebidos.

“Lá vi tucano, sucuri, jacaré – mas não tem perigo”, garante. O uso da prancha inflável é indispensável no destino sul-mato-grossense.


GALÁPAGOS

> Equador

SUP Daniel Aratangy

 (Daniel Aratangy/Revista VIP)

“Remei com leões-marinhos lá”, conta o fotógrafo. A proximidade com a fauna é uma das grandes atrações do arquipélago.

Como você estará dentro de parques nacionais bem reservados, vai enfrentar certa burocracia para conseguir uma autorização para remar.

Também é preciso contratar um guia local. Dá para hospedar-se em terra firme ou num barco – a recomendação de Aratangy.


Resolvi fazer isso para compartilhar informações. Além das dicas para o esporte, acabo contando um pouco sobre o lugar, sua cultura e história