Zona do euro tem crescimento empresarial mais fraco do ano

Ritmo reflete queda da demanda na região, onde as novas encomendas foram as mais fracas em quase um ano

São Paulo – As empresas da zona do euro cresceram em setembro no ritmo mais lento neste ano, refletindo a queda da demanda na região, onde as novas encomendas foram as mais fracas em quase um ano, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) publicada nesta sexta-feira.

As empresas cortaram os preços a uma taxa mais rápida no mês passado, destacando a dificuldade que o Banco Central Europeu (BCE) deve ter em elevar a inflação persistentemente baixa, especialmente com a demanda fraca por bens e serviços na economia estagnada.

A inflação está na mínima de cinco anos de apenas 0,3 por cento e a economia do bloco estagnou no segundo trimestre.

O PMI Composto do Markit, com base em pesquisas junto a milhares de empresas na região e considerado uma boa medida de crescimento, caiu para mínima de dez meses de 52,0, bem abaixo dos 52,5 de agosto.

A leitura também foi mais fraca do que a preliminar de 52,3, embora tenha sido o 15º mês acima da marca de 50, que indica crescimento.

“O PMI sugere que a economia da zona do euro continuou presa em um impasse no terceiro trimestre”, disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.

“O enfraquecimento do crescimento sinalizado pelo PMI colocará mais pressão sobre o BCE para ampliar o escopo de suas compras planejadas de ativos, não apenas para comprar títulos lastreados em ativos de maior risco mas também para começar a comprar dívida do governo”, completou.

O PMI para o dominante setor de serviços caiu para 52,4 em setembro, contra 53,1 em agosto, abaixo da preliminar de 52,8.