Vendas de material de construção crescem 22% em julho

No acumulado do ano, as vendas apresentam uma retração de 3,5%

São Paulo – As vendas do varejo de material de construção cresceram 22% em julho, na comparação com junho. Já em relação ao mesmo mês de 2013, o avanço foi de 5%.

Os dados constam de um estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Universidade Anamaco. O levantamento ouviu 530 lojistas das cinco regiões do país entre os dias 28 e 31 de julho. A margem de erro é de 4,3 pontos percentuais.

No acumulado do ano, as vendas apresentam uma retração de 3,5%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o recuo é de 3%.

“Junho foi o pior mês dos últimos anos para o nosso setor, mas foi só a Copa do Mundo acabar para o mercado começar a reagir”, diz o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

Ainda de acordo com a pesquisa, o aumento de vendas foi registrado em lojas de todos os portes e em todas as regiões do País, com destaque para o Nordeste, onde 51% dos estabelecimentos registraram crescimento.

Em seguida, vieram as regiões Sul (46%), Centro-Oeste (42%), Sudeste (33%) e Norte (32%).

“Todos os segmentos pesquisados apresentaram aumento de vendas, sendo que os mais significativos foram: revestimentos cerâmicos, que cresceu 18%, telhas e caixas d’água de fibrocimento, que cresceu 16%, aço, com 14%, e portas e janelas de alumínio e cimento, que cresceram 13% cada”, completa Conz.

Os lojistas ouvidos pelo estudo esperam que o desempenho das vendas continue melhorando em agosto. “Cerca de 70% dos estabelecimentos pesquisados acreditam em crescimento de vendas no mês de agosto.

O resultado da pesquisa também se reflete na intenção de contratações, pois 26% das lojas pretendem contratar funcionários no próximo mês e 46% pretendem fazer novos investimentos nos próximos 12 meses”, explica o presidente da Anamaco.

Segundo a entidade, o varejo de material de construção deve crescer 3,5% em 2014, na comparação com o ano passado, quando registrou um aumento de vendas 4,4% superior a 2012 e um faturamento recorde de R$ 57,42 bilhões.