Vendas de imóveis residenciais novos em SP caem 8,6%

Segundo Secovi, vendas na cidade somaram um total de 1.927 unidades em fevereiro

São Paulo – As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo tiveram queda de 8,6 por cento em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando 1.927 unidades, informou nesta terça-feira o sindicato da habitação na capital paulista, Secovi-SP.

Já em relação a janeiro, quando foram comercializados 848 imóveis, as vendas mais que dobraram. Nos dois primeiros meses do ano, foram vendidas 2.775 unidades na capital paulista, 12,7 por cento inferior a um ano antes. A previsão do Secovi para 2013 é de alta entre 3,5 e 5 por cento nas vendas.

Em termos de Valor Geral de Vendas (VGV), houve queda anual de 12,9 por cento em fevereiro, para 875,5 milhões de reais.

O nível de velocidade de vendas em 12 meses, medido pela relação de venda sobre oferta, foi de 56,7 por cento em fevereiro.

“Os resultados de vendas de janeiro e fevereiro permitem traçar tendência de fechamento do primeiro trimestre na proporção de 15 por cento do total a ser comercializado durante o ano, como ocorre tradicionalmente… A evolução das vendas este ano está dentro da normalidade”, afirmou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em nota.

Os lançamentos, enquanto isso, somaram 1.816 unidades na cidade de São Paulo no segundo mês do ano, 25,7 por cento maiores sobre um ano antes e quase três vezes superiores a janeiro. No bimestre, foram lançados 16,8 por cento mais imóveis na capital paulista, totalizando 2.476 unidades.

O Secovi estima crescimento de 10 por cento para os lançamentos na cidade neste ano, chegando a 31 mil unidades.

Segundo o sindicato, tem sido observado aumento no volume de aprovação de novos projetos, com licenciamento de 6.450 unidades em janeiro deste ano. “O volume é considerável, comparado à média de 3,2 mil unidades em 2012 e 4 mil unidades em 2011”, disse o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes. “A expectativa é de que essas aprovações se tornem lançamentos no curto prazo.” (Por Vivian Pereira)