UE, Rússia e Ucrânia preparam reunião sobre gás russo

União Europeia, Rússia e Ucrânia analisavam uma data e local para mais uma reunião sobre o fornecimento de gás russo através da Ucrânia

Bruxelas – União Europeia, Rússia e Ucrânia analisavam uma data e local para mais uma reunião sobre o fornecimento de gás russo através da Ucrânia, anunciou nesta terça-feira a Comissão Europeia.

“Uma reunião técnica organizada segunda-feira em Bruxelas ajudou a remover as barreiras para a organização de uma nova reunião trilateral em nível político, e todas as partes buscam uma data”, indicou Sabine Berger, porta-voz do comissário europeu para Energia, Gunther Oettinger.

O embaixador da Rússia para a UE, Vladimir Chizov, falou de uma “forte probabilidade” para uma reunião no dia 16 de maio, em Atenas, onde Oettinger deve participar de um encontro dos ministros da energia da UE.

A Comissão ainda não confirmou essa data. Mas o dia 16 de maio “não é possível”, disse à AFP uma fonte ligada ao caso.

As discussões iniciadas em 2 de maio entre os ministros russo e ucraniano da Energia, Alexander Novak e Yuri Prodan, mediada por Oettinger, ainda não permitiram um acordo.

A ameaça da gigante russa Gazprom de cortar o fornecimento de gás à Ucrânia em 3 de junho, se Kiev não pagar antecipadamente por seu consumo -avaliado pelo grupo russo em 1,6 milhão de dólares-, pesará sobre a nova rodada de negociações com Moscou.

Kiev poderá usar o financiamento macroeconômico de 1 bilhão de euros concedido pela UE para fazer pagar pelo gás, segundo a Comissão Europeia. “Trata-se de um apoio para o orçamento da Ucrânia para ajudar a atender as suas necessidades externas, e comprar gás faz parte disso”, disse um porta-voz.

A interrupção do fornecimento de gás à Ucrânia afetaria a UE, se as reservas ucranianas não forem suficientes.

As reservas ucranianas contêm atualmente 9,2 bilhões de m3 para uma capacidade de 31 bilhões de m3, de acordo com dados da Comissão. Elas precisam chegar ao dobro, a 18 bilhões de m3, para que abasteçam com toda segurança a Europa.