Trabalhadores da aviação civil voltam a ameaçar com greve

Eles suspenderam uma greve de advertência marcada para ontem (13), por causa de uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST)

Brasília – Os sindicatos dos aeronautas e dos aeroviários marcaram reunião para a próxima segunda-feira (17), a fim de prosseguir com a campanha salarial deste ano. A reunião deverá ser em São Paulo ou no Rio, e deverá discutir a possibilidade greve durante o período de festas de fim de ano.

Eles suspenderam uma greve de advertência marcada para ontem (13), por causa de uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários (pessoal que trabalha em terra), Selma Balbino, recebeu a notícia de que liminar concedida às empresas aéreas fazia exigências que dificultariam a paralisação. Uma delas determinava que 90% dos empregados permanecesse trabalhando.

Segundo o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores na Aviação Civil, Celso Klafke, a informação sobre a liminar chegou truncada às assembleias dos aeronautas (funcionários das empresas aéreas) e dos aeroviários – a entidade congrega as duas categorias. Os trabalhadores discutiam a decretação da greve, manifestaram revolta e suspenderam a paralisação.

Os sindicalistas disseram que o ocorreu foi que a vice-presidente do TST, Maria Cristina Peduzzi, abriu prazo para que os sindicatos informassem se o movimento grevista fora iniciado, e qual o quantitativo de empregados ficaria disponível para atender as demandas.

Depois a ministra divulgou despacho confirmando que não houve decisão sobre a liminar requerida pelas empresas. As companhias pediam a fixação de multa diária, caso o Sindicato Nacional dos Aeronautas não mantivesse ativos 90% dos postos de trabalho.

A proposta das empresas para o reajuste salarial, a partir de 1º de dezembro (data-base das duas categorias) foi rejeitada, por ter ficado muito abaixo do eles reivindicam. O pedido agora é 10% de aumento no piso salarial e 7% para os demais empregados. Selma Balbino alertou que, se não houver uma nova proposta das empresas, poderão ocorrer paralisações durante o Natal e o Ano Novo.