Obra de Angra III está R$ 4 bi acima do previsto, diz TCU

O órgão fiscalizador disse ainda que o atraso na obra é de 30 meses em relação ao prazo previsto para a usina entrar em operação, em dezembro de 2015

Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) informou nesta quarta-feira, 17, que o orçamento para a concluir a construção da Usina Nuclear de Angra III está R$ 4 bilhões acima do investimento previsto inicialmente e avaliado em R$ 10 bilhões no ano passado.

O órgão fiscalizador disse ainda que o atraso na obra é de 30 meses em relação ao prazo previsto para a usina entrar em operação, em dezembro de 2015.

“Os dados do relatório revelam que os atrasos das obras de construção civil na usina continuam, sobretudo em razão de dificuldades ainda não superadas com o licenciamento nuclear junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)”, diz o tribunal, em nota.

As informações constam do monitoramento pelo TCU de determinações cobradas da Eletrobras Termonuclear S.A (ETN) para a execução das obras e a correção de falhas identificadas pelo tribunal na execução do principal contrato da usina – pertinentes às obras de construção civil.

O TCU acompanha a construção de Angra III desde 2009. No ano passado, o tribunal identificou que era possível economizar R$ 120 milhões com a otimização de contratos firmados pela ETN.

À época, o orçamento da usina era de R$ 10 bilhões. Na ocasião, O TCU analisou o orçamento das obras de montagem eletromecânica da usina, estimado em R$ 2,9 bilhões, e identificou erros na planilha orçamentária que apontavam preços acima do devido.

Agora, o tribunal avalia, com base em relatório do ministro Raimundo Correa, que “não foi possível concluir sobre a efetividade das medidas tomadas e, consequentemente, sobre o cumprimento efetivo das respectivas determinações”.

O TCU afirma que não houve também melhoria em relação a recomendações do licenciamento ambiental da usina.

“O processo não apresentou evolução quantitativa sensível em 2013, mantendo o volume de estruturas disponíveis para execução ainda abaixo dos volumes necessários para se acelerar a execução física da obra”, diz a nota.