Taxas de juros futuras recuam com baixa do dólar

Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) para outubro de 2014 (56.695 contratos) marcava 10,787%

São Paulo – Os juros futuros terminaram em queda nesta terça-feira, 01, devolvendo parte dos ganhos observados nos últimos dias. O movimento foi favorecido pela queda do dólar ante o real, assim como por novos dados que reforçam a percepção de fragilidade da atividade econômica. Nesse cenário, o IPC-S de junho, que ficou acima do teto das previsões, acabou sendo relegado ao segundo plano.

Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) para outubro de 2014 (56.695 contratos) marcava 10,787%, ante 10,790% no ajuste de ontem.

O DI para janeiro de 2015 (74.700 contratos) apontava 10,77%, de 10,78% no ajuste da véspera.

Nos trechos intermediário e longo da estrutura a termo da curva de juros, o DI para janeiro de 2016 (137.535 contratos) indicava 11,11%, de 11,17%.

O DI para janeiro de 2017 (194.555 contratos) mostrava 11,43%, de 11,54%.

E o DI para janeiro de 2021 (19.995 contratos) tinha taxa de 11,90%, na mínima, ante 12,06%. Enquanto isso, o dólar à vista no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,2050, com queda de 0,32%.

Operadores das mesas de renda fixa afirmam que o mercado de juros futuros começou julho de “ressaca” da alta dos DIs nos últimos dias, após a rodada intensa de indicadores sobre o cenário fiscal no Brasil.

Segundo eles, os investidores aproveitaram o encerramento de mês, de trimestre e de semestre, ontem, para ajustar suas posições e a tendência é de que as apostas continuem sendo realocadas, a depender da visão dos players.

Os investidores aproveitaram a leitura do índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial brasileiro – que normalmente não faz preço no mercado – para engatar um movimento de correção, após as altas recentes.

O indicador, divulgado pelo HSBC, mostrou queda para 48,7 pontos em junho, de 48,8 pontos em maio, aprofundando-se no terreno que indica contração da atividade.

Assim, o IPC-S, que ficou em 0,33% em junho, acabou não influenciado muito os negócios.

Apesar da desaceleração em relação à leitura de 0,52% em maio, a alta veio acima do teto das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de 0,24% a 0,32%, com mediana de 0,30%.