Rio paga hoje parte dos salários dos servidores de novembro

Parte da folha de novembro que será paga nesta quinta-feira soma R$ 922 milhões

Rio de Janeiro – Prestes a vencer todas as exigências burocráticas para firmar o contrato do empréstimo de R$ 2,9 bilhões junto ao banco BNP Paribas, o governo do Estado do Rio quitará nesta quinta-feira, 14, todos os salários dos servidores de setembro e começará a pagar os salários de novembro das áreas que tem tido prioridade no pagamento. O anúncio foi feito em nota pela Secretaria de Estado de Fazenda.

O salário de setembro estava atrasado para 25.287 servidores. O Estado do Rio gastará R$ 103,6 milhões com essa parte da folha.

Já a parte da folha de novembro que será paga nesta quinta-feira é de R$ 922 milhões. Assim como tem ocorrido desde que o governo passou a data de pagamento para o décimo dia útil do mês subsequente, receberão os servidores ativos da educação e ativos, aposentados e pensionistas da área de segurança (policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e funcionários vinculados). Ao todo, receberão 237.688 servidores.

Com isso, seguirão na fila para receber os salários de outubro 206.893 servidores ativos e inativos, o que representa R$ 576,7 milhões.

Além disso, os salários de novembro seguirão pendentes para 211.638 servidores ativos, aposentados e pensionistas, em um total de R$ 619,6 milhões.

O Estado do Rio deve ainda R$ 1,2 bilhão para 124 mil servidores ativos e 103 mil aposentados e pensionistas, referentes aos 13º salário de 2016.

Principal medida de curto prazo do plano de recuperação fiscal firmado com o governo federal, o empréstimo de R$ 2,9 bilhões é considerado fundamental para colocar os salários em dia. A contratação final atrasou por causa de empecilhos burocráticos.

Um deles é a necessidade de concordância do Banco Mundial. O financiamento do BNP Paribas terá garantia da União, que cobrou como contragarantia do Rio as ações da Cedae, a estatal de saneamento.

Só que 20% das ações da Cedae já haviam sido dadas em garantia, pelo governo fluminense, para um empréstimo antigo do Banco Mundial, que agora tem que aprovar a operação.