Rio Grande do Sul decretará emergência coletiva por causa de estiagem

Um cálculo inicial indica que as quebras já constatadas, de 11% na lavoura de feijão, 25% na de milho e 4% na de soja provocam perdas de R$ 877 milhões para os agricultores

Porto alegre – O governador em exercício do Rio Grande do Sul, Beto Grill (PSB), assina decreto de emergência coletiva na próxima segunda-feira, em Boa Vista das Missões, no noroeste do Estado. Segundo o Palácio Piratini, a medida vai apressar a liberação de verbas federais para os municípios prejudicados pela estiagem que está devastando lavouras de milho e ameaçando as de feijão e soja. Um cálculo inicial indica que as quebras já constatadas, de 11% na lavoura de feijão, 25% na de milho e 4% na de soja provocam perdas de R$ 877 milhões para os agricultores gaúchos.

O decreto estadual abrange todos os 72 municípios que decretaram situação de emergência e os 37 que encaminharam notificações preliminares de desastre à Defesa Civil até hoje e deixa aberta a possibilidade de incluir outros que venham a sofrer o mesmo problema. Grill estima que a lista pode ter 200 municípios em poucos dias. O número de prefeituras que decretaram situação de emergência subiu de 36 na terça-feira para 42 na quarta-feira, 54 na quinta-feira e para os atuais 72. O número de pessoas afetadas pela estiagem é calculado em 310 mil pela Defesa Civil.

Os prognósticos climáticos para os próximos dias não indicam perspectiva de alívio para os agricultores do Rio Grande do Sul. O 8º Distrito de Meteorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) só prevê pancadas isoladas no nordeste e litoral norte para amanhã e algumas precipitações em áreas isoladas do norte e litoral norte para o domingo. A temperatura continua em elevação e pode chegar a 36 graus no sábado e 37 graus no domingo.