Resposta da UE às tarifas dos EUA pode chegar a 6,4 bi de euros

O órgão publicou nesta sexta-feira duas listas com produtos que farão parte da resposta europeia aos EUA

Bruxelas – A Comissão Europeia (CE) responderá às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre a importação de aço e alumínio introduzindo impostos a uma série de produtos americanos, uma medida que deve ter um impacto de 6,4 bilhões de euros.

O órgão publicou nesta sexta-feira duas listas com produtos que farão parte da resposta europeia aos EUA, com um valor equivalente ao prejuízo provocado pela medida tomada pelo governo americano.

A primeira lista, com uma resposta avaliada em 2,83 bilhões de euros, contém produtos do setor agrícola, outros segmentos e derivados de aço. A intenção é notificar a Organização Mundial do Comércio (OMC) até 60 dias depois de o governo americano oficializar as sobretaxas, o que deve ocorrer no dia 23 de março.

Fontes da CE destacaram que essa primeira relação, já apresentada aos países-membros do bloco, foi divulgada hoje para que partes interessadas, como governos e indústria, possam consultá-la e realizar contribuições.

“Tivemos cuidado selecionando os produtos, mas é importante para nós dar a oportunidade para que as partes interessadas nos digam se há algum que pode gerar um problema sério ou ter um impacto negativo sobre nossa economia”, indicaram as fontes ouvidas pela Agência Efe.

O documento inclui produtos como milho, arroz, maquiagens, tabaco, vários tipos de roupas e encanamentos, etc. Todos serão afetados por uma tarifa de 10% ou de 25%, segundo as fontes.

A segunda lista só entrará em vigor se a OMC determinar que as medidas impostas pelos EUA são ilegais.

No entanto, antes de as tarifas americanas serem aplicadas, a União Europeia continua trabalhando para convencer a Casa Branca a isentar o bloco das taxas sobre o aço e o alumínio.

A comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, se reunirá na próxima semana com o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross. O encontro, porém, ainda não tem data nem local agendados.

De qualquer forma, os EUA já afirmaram que é “provável” que haja isenções para a União Europeia, mesmo que estas não sejam totais.

“Eles nos indicaram que é provável que essas tarifas só sejam aplicadas se as exportações de certos países excederem um determinado nível. Temos que ver como isso funcionaria na prática”, disseram as fontes ouvidas pela Efe.