Queda das importações leva déficit comercial dos EUA a mínima em 3 anos

O Departamento de Comércio do país informou que o déficit caiu 8,2%, para 43,1 bilhões de dólares, o menor desde outubro de 2016

Washington — O déficit comercial dos Estados Unidos caiu para uma mínima em mais de três anos em novembro, com as importações diminuindo ainda mais — provavelmente pressionadas pela guerra comercial do governo Trump contra a China — e as exportações se recuperaram, sugerindo que a economia norte-americana terminou 2019 firme.

A força da economia foi destacada por outros dados divulgados nesta terça-feira, mostrando a atividade de serviços acelerando em dezembro. Mas o setor de serviços registrou moderação no crescimento de novos pedidos e contratações. Isso está de acordo com as expectativas de que o crescimento econômico desaceleraria em 2020, à medida que o estímulo dos cortes de impostos de 2018 desaparece.

O Departamento de Comércio dos EUA informou que o déficit comercial caiu 8,2%, para 43,1 bilhões de dólares, o menor desde outubro de 2016. A queda percentual foi a maior desde janeiro.

O déficit comercial diminuiu 0,7% até novembro e está a caminho de registrar seu primeiro declínio anual desde 2013. Embora a conta comercial reduzida deva impulsionar o Produto Interno Bruto no quarto trimestre, a queda nas importações de bens de consumo também sugere um esfriamento na demanda doméstica.

Os dados de outubro foram revisados para mostrar que o déficit comercial diminuiu para 46,9 bilhões de dólares, em vez dos 47,2 bilhões anteriormente relatados. Economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial cairia a 43,8 bilhões de dólares em novembro.

O déficit no comércio de mercadorias com a China, foco da agenda “América Primeiro” da Casa Branca, caiu 15,7%, para 26,4 bilhões de dólares, com as importações caindo 9,2% e as exportações saltando 13,7%.

Em outro relatório desta terça-feira, os pedidos à indústria caíram 0,7%, informou o Departamento de Comércio dos EUA. Os dados de outubro foram revisados para mostrar que os pedidos aumentaram 0,2% em vez de 0,3%, conforme relatado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters previam que os pedidos às fábricas recuariam 0,8% em novembro.

As encomendas à indústria caíram 0,7% em relação a novembro de 2018.

Em dados separados, o Instituto de Gerenciamento de Suprimentos (ISM, na sigla em inglês) disse que seu índice de atividade não-manufatureira subiu para 55,0 no mês passado, ante 53,9 em novembro. Uma leitura acima de 50 indica expansão no setor de serviços, responsável por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA.

O relatório foi seguido por uma pesquisa do ISM na semana passada, mostrando que sua medida da atividade fabril nacional caiu em dezembro para o nível mais baixo desde junho de 2009.

Economistas consultados pela Reuters previam que o índice de serviços subiria para 54,5 em dezembro. As medidas da pesquisa para novas encomendas e empregos caíram.