Produção industrial recua em janeiro, diz CNI

O indicador de produção ficou em 45 pontos, ante 42,6 pontos em dezembro. Valores abaixo de 50 indicam queda na atividade

Brasília – A produção industrial recuou em janeiro, mas em intensidade menor do que a verificada em dezembro do ano passado, de acordo com a Sondagem Industrial divulgada há pouco pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador de produção ficou em 45 pontos, ante 42,6 pontos em dezembro. Valores abaixo de 50 indicam queda na atividade.

O nível de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também caiu, de 43 pontos para 41,7 pontos, na mesma comparação, para o menor patamar desde 2009. Nesse caso, o indicador mostra uso da capacidade abaixo do usual. O porcentual médio de UCI caiu para 69%, ante 72% no mesmo mês de 2011 e 71% em dezembro do ano passado.

O indicador sobre número de empregados também mostra queda em janeiro, para o nível de 47,1 pontos (46,8 pontos em dezembro). O levantamento mostra ainda que os estoques estão acima do usual (52,7 pontos em janeiro, ante 52,4 pontos em dezembro).

Expectativa

Ainda de acordo com a CNI, as perspectivas para os próximos seis meses em relação à demanda melhoraram. O indicador passou de 56,2 pontos em janeiro para 59,3 pontos em fevereiro. Para a entidade, o crescimento do otimismo é influenciado pela sazonalidade da demanda por produtos industriais, que historicamente se intensifica no decorrer do primeiro semestre do ano.

A CNI diz que a tendência é de crescimento da atividade ao longo do semestre, mas que “provavelmente” a recuperação da produção irá demorar, mesmo que as vendas venham a crescer, porque os estoques estão elevados.

“A indústria vai ter de reduzir a produção ainda mais para poder fazer cair o estoque. Só após a diminuição dos estoques acima do planejado, poderá, então, voltar a um ritmo de produção mais acelerado”, diz o gerente-executivo da Unidade de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca.

A Sondagem Industrial foi realizada entre os dias 1º e 14 de fevereiro com 1.756 empresas, das quais 630 de pequeno porte, 663 médias e 463 grandes.