Produção e venda de veículos caem no Brasil em setembro

Entretanto, em comparação com o mesmo mês do ano passado houve um crescimento de 8,2%

São Paulo – A produção e a venda de veículos no Brasil caíram em setembro após terem atingido índices recordes em agosto, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O país produziu em setembro 282.500 automóveis, caminhonetes, caminhões e ônibus, 14,2% a menos que em agosto, embora em comparação com o mesmo mês do ano passado houve um crescimento de 8,2%, segundo a associação.

A produção acumulada nos primeiros nove meses do ano chegou a 2,46 milhões de unidades, uma queda de 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Anfavea, no entanto, prevê para este ano um aumento de 2% na produção em relação a 2011, quando o país atingiu o recorde de 3,4 milhões de veículos produzidos.

As vendas de setembro foram de 288.100 unidades, o que representa uma queda de 31,4% frente ao recorde de 420 mil alcançado em agosto, e 7,6% menor que o mesmo período do ano passado.

Nos primeiros nove meses do ano as vendas chegaram a 2,79 milhões de unidades, 4% maior que no mesmo período de 2011.

A Anfavea prevê para este ano um crescimento entre 4% a 5% das vendas em relação ao ano passado, que atingiram o recorde de 3,63 milhões de veículos.


Os recordes de produção e venda em agosto ocorreram graças à redução no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para os veículos, promovida pelo governo em maio com a finalidade de estimular o setor.

Segundo a associação de fabricantes, como consequência da crise internacional, o número de veículos exportados em setembro caiu para 27.200 unidades, uma redução de 40,3% frente ao mesmo mês de 2011 e de 36% em relação a agosto deste ano.

Entre janeiro e setembro foram exportadas 322.500 unidades, um número 18% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

Os números foram divulgados pouco depois do anúncio do regime automotivo pelo governo, que ficará em vigor de 2013 a 2017 e incentivará a instalação de novas fábricas no país e a produção de modelos mais eficientes, ecológicos e baratos.

O governo cobrará menos impostos sobre os veículos fabricados no país com um maior número de componentes nacionais (um mínimo de 65%); que consumem menos combustíveis; que emitam menos gases poluentes; que sejam fruto de projetos de inovação e que sejam mais baratos para o consumidor.