Premiê japonês estabelece metas crescimento

Segundo Shinzo Abe, estratégia terá como objetivo triplicar as exportações de infraestrutura e dobrar as exportações do setor agrícola até 2020

Tóquio – A estratégia de crescimento do Japão terá como objetivo triplicar as exportações de infraestrutura e dobrar as exportações do setor agrícola até 2020, assim como impulsionar o investimento privado, afirmou nesta sexta-feira o primeiro-ministro do país, Shinzo Abe.

O governo irá estabelecer uma meta de investimento para o setor privado doméstico de 70 trilhões de ienes (687 bilhões de dólares) anualmente, disse Abe em discurso para executivos empresariais e acadêmicos, o nível antes da crise financeira de 2008 e cerca de 10 por cento maior do que o número atual.

Medidas para promover o crescimento constituem o que Abe chama de “terceira perna” de sua política, ao passo que o Japão luta para encerrar 15 anos de deflação e gerar um crescimento econômico sustentável. As duas primeiras pernas do “Abenomics” são grande afrouxamento monetário e impulso dos gastos do governo.

Abe prometeu que a reforma estrutural, incluindo desregulação, será uma parte essencial do pacote de medidas, a ser revelado completamente em junho. Mas ele também inclui um papel significativo para o governo em gerar investimento e inovação em setores essenciais, uma postura que alguns críticos veem como ultrapassada e mal aconselhada.

Os estímulos monetário e fiscal causaram o crescimento econômico mais rápido do Japão em um ano no primeiro trimestre, mas o investimento corporativo ainda precisa ganhar força.

Prometendo ser um “grande vendedor” para as exportações de infraestrutura do Japão, Abe disse que irá promover o investimento do setor privado no país e pediu que as empresas japonesas façam sua parte para passar adiante os benefícios do “Abenomics”.

“O governo irá implementar uma estratégia de crescimento começando com facilitar o investimento, e eu gostaria que vocês, executivos empresariais, passem adiante os frutos disso para os trabalhadores na forma de empregos e compensação”, disse ele.