Preços do petróleo caem devido a acordo nuclear

Nem mesmo o acordo entre a Grécia e os credores conseguiu influenciar no humor dos investidores

Londres – Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta segunda-feira diante da preocupação de que o acordo entre o Irã e as seis potências possa gerar um excesso ainda maior na oferta global da commodity.

Nem mesmo o acordo entre a Grécia e os credores conseguiu influenciar no humor dos investidores.

No entanto, a queda foi reduzida após a divulgação do relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que apontou crescimento mais rápido da demanda mundial em 2016.

Às 9h10 (de Brasília), na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para agosto caíam a 1,74%, para US$ 51,82 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para agosto recuavam 1,89%, a US$ 57,62 por barril.

Os negociadores de um acordo nuclear entre o Irã e as potências do P5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, Alemanha, França Reino Unido) planejam anunciar nesta segunda-feira que chegaram a um acordo histórico, após quase uma década de diplomacia que resultará no congelamento do programa nuclear iraniano em troca do alívio das sanções econômicas ao país.

Os investidores temem que com o acordo, o Irã obtenha alívio das sanções e injete no mercado uma quantidade muito alta de petróleo, o que pode manter os preços do WTI abaixo de US$ 70 o barril, no curto prazo, de acordo com o Morgan Stanley.

Mas a longo prazo, o banco disse que esses preços mais baixos poderiam reduzir os investimento na produção de petróleo dos EUA que, por sua vez, pode significar preços mais altos para o petróleo dentro de três a quatro anos.

“O impacto de qualquer acordo sobre os preços do petróleo é uma dúvida neste momento, mas os principais contratos futuros de petróleo já caíram mais de um dólar nesta manhã”, disse Tamas Varga, da PVM Oil Associates, em Londres.

Por outro lado, a desvalorização perdeu força com o relatório da Opep, que revisou para cima sua projeção para o crescimento da demanda mundial neste ano, a 1,28 milhão de barris por dia e previu que o consumo global avançará em ritmo ainda mais forte em 2016, para 1,34 milhão de bpd. Fonte: Dow Jones Newswires.