Preços das bebidas sobem em São Paulo, aponta Fipe

A cerveja, uma das bebidas mais consumidas, encareceu 2,26% na terceira medição da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas

São Paulo – Itens considerados essenciais por alguns consumidores para garantir a comemoração das festas de fim de ano já estão mais caros e devem continuar pressionando a inflação por enquanto na capital paulista. Na terceira quadrissemana de novembro, que compreende os últimos 30 dias terminados no dia 22, os preços das bebidas subiram no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros, a cerveja, encareceu 2,26% na terceira medição da Fipe, ante alta de 1,20% observada na segunda quadrissemana do mês (últimos 30 dias terminados em 15 de novembro). O preço do chope quase dobrou de preço, saindo de uma valorização de 0,88% para 1,56% na terceira quadrissemana de novembro. Já o preço do refrigerante saltou de 0,50%, na segunda medição do mês, para 0,78%. “Pode ser uma antecipação do comércio às compras de fim de ano”, minimizou o coordenador-adjunto do IPC, Rafael Costa Lima à Agência Estado. Por sua vez, o grupo Despesas Pessoais, do qual fazem parte bebidas alcoólicas e não-alcoólicas, subiu 1,27% em comparação com uma taxa de 1,10% na segunda quadrissemana de novembro.

O coordenador-adjunto do IPC-Fipe também chama a atenção para o aumento no preço do pão francês, que passou de 0,78% para 1,22%. “Parece que o efeito da desvalorização cambial só atingiu os preços agora. Lembrando que panificados como um todo avançaram de 0,69% para 1,15% na terceira quadrissemana do mês”, afirmou.

Hoje, a Fipe informou que a inflação na cidade de São Paulo apresentou variação positiva de 0,60% na terceira quadrissemana de novembro, exatamente a taxa prevista por Costa Lima na semana passada. O resultado também ficou dentro das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que iam de 0,49% a 0,65%, e foi igual à mediana encontrada na pesquisa, que era 0,60%. O instituto manteve sua estimativa de 0,60% para o IPC no encerramento de novembro.