PPSA estima que 1/3 do pré-sal ja tenha sido descoberto

Os volumes estão entre 28 bilhões e 35 bilhões de barris de óleo equivalente

Rio – O presidente da Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), Oswaldo Pedrosa, afirmou nesta sexta-feira, 25, que as estimativas indicam que cerca de um terço de todo o pré-sal brasileiro já tenha sido descoberto, com volumes entre 28 bilhões e 35 bilhões de barris de óleo equivalente.

O volume já contempla as áreas contratadas sob regime de partilha, cessão onerosa e também por contratação direta, a exemplo das quatro áreas com volumes excedentes aos contratos de cessão onerosa da Petrobras.

“São números que apresentamos referente ao que já foi descoberto e inclui todas as áreas contratadas”, afirmou Pedrosa para uma plateia de empresários da cadeia de óleo e gás do Rio, durante a conferência “Libra: Repercussões para o mercado e o que esperar do novo modelo de partilha”, realizada pela Câmara Americana de Comércio do Rio de Janeiro (Amcham).

“É um potencial incrível e os leilões que vierem a acontecer não serão como Libra, com poços perfurados anteriormente”, ressaltou.

O executivo também comentou sobre o processo de unitização de áreas já contratadas. Atualmente, quatro áreas estão tendo seus limites debatidos pelos órgãos reguladores – Sapinhoá, Lula, Tartaruga Mestiça e Gato do Mato -, todas na Bacia de Santos.

Os consórcios que operam essas áreas identificaram que há volumes que ultrapassam os limites do pré-sal pertencentes à União e por isso negociam as condições para rever seus contratos.

“Avançamos no acordo de confidencialidade para Gato do Mato e também em Lula e Tartaruga Mestiça. Assim, verificamos o que tem ali, o quanto se estende para áreas da União. Só depois fazemos um pré-acordo para avaliar os volumes e chegar à comercialidade”, explicou Pedrosa, negando que haja demora na evolução dos acordos. “Ninguém faz isso num estalar de dedos.”

Ele estima que haja nove áreas nesta situação, mas somente as quatro citadas têm avançado no trâmite com as agências reguladoras. As áreas em questão são operadas pela Petrobras, que também participa de diferentes consórcios, com parcerias com a BP, Repsol e Galp, nas mesmas concessões.

Segundo Pedrosa, as áreas poderão ser alvo de novo leilão ou serem repassadas por contratação direta.

“Pode vir a leilão ou por contratação direta, se for a operadora da outra metade”, afirmou o presidente, em referência à Petrobras. Pelo marco regulatório do pré-sal, somente a estatal pode ser contratada diretamente para a operação das áreas. Em junho, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a primeira contratação dessa modalidade, sem licitação, para as áreas de Entorno de Iara, Florim, Nordeste de Tupi e Búzios.

“É vantajoso para qualquer companhia. Toda companhia tem preocupação com a reposição das reservas. Petrobras tem situação ímpar, com reservas novas já contratadas. Poderá ter, agora, um esforço exploratório não tão agressivo”, avaliou.