Poupança tem menor captação para meses de novembro nos últimos 3 anos

No mês passado, a captação líquida - depósitos menos retiradas - somou R$ 684,5 milhões, informou o Banco Central

Depois de registrar retiradas expressivas de recursos em outubro, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em novembro. Os depósitos, no entanto, estão em níveis mais baixos que em outros anos. No mês passado, a captação líquida – depósitos menos retiradas – somou 684,5 milhões de reais, informou o Banco Central. O resultado é o mais baixo para meses de novembro desde 2015, quando os resgates tinham superado os ingressos (retirada líquida) em 1,3 bilhão de reais.

No acumulado do ano, a poupança continua registrando desempenho positivo. De janeiro a setembro, a caderneta teve captação líquida de 23,65 bilhões de reais. Esse foi o melhor resultado para o período desde 2013, quando a aplicação tinha registrado captações líquidas de 59,84 bilhões de reais de janeiro a novembro.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a 24 bilhões de reais. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrirem dívidas, num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, 53,57 bilhões de reais foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em 40,7 bilhões de reais. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em 17,12 bilhões de reais.

Parte da retirada dos recursos pode ser explicada pelo aumento recente da inflação, que corroeu os rendimentos da caderneta. Nos 12 meses terminados em novembro, a poupança rendeu 4,29 por cento. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 4,39 por cento no mesmo período. Na sexta-feira, 7, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA cheio de novembro.