Porto de Santos nega impacto em exportações por incêndio

O porto negou que o incêndio que atingiu um depósito de uma indústria química tenha representado uma redução nas exportações dos produtos agrícolas

São Paulo – O Porto de Santos negou nesta sexta-feira que o incêndio que atingiu um depósito de uma indústria química instalada no terminal tenha representado uma redução nas exportações dos produtos agrícolas.

Conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP), os nove dias de duração do incêndio teriam atrasado os embarques, com uma redução de 4,3% do volume exportado neste período.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do maior porto do país, afirmou à Agência Efe que as exportações do mês de abril foram positivas para a maior parte dos produtos em relação aos dados do ano anterior.

“Um acesso viário alternativo foi habilitado pela Codesp junto à Prefeitura de Santos. O porto não deixou de operar em nenhum momento por causa do incêndio”, destacou a administradora do local.

Segundo levantamento apresentado pela Codesp, houve um aumento de 9% das exportações agrícolas no mês de abril, apesar de a soja ter sofrido uma redução de 1,4% no acumulado até o quarto mês do ano.

O cálculo da Cepea aponta uma redução de 17,5% do volume de produtos agrícolas exportados pelo Brasil em abril na comparação com o mesmo mês de 2014.

A diferença nos dados ocorre porque a Cepea calcula as exportações dos principais portos brasileiros, enquanto a Codesp considera volume movimentado apenas pelo porto de Santos.