Política de incentivo ao consumo perdeu eficiência, diz IBGE

Segundo especialista do instituto, essa política dava mais efeito na época da crise de 2008

Rio – As políticas de incentivo ao consumo criadas pelo governo federal para injetar fôlego na economia após a crise de 2008 têm se mostrado inócuas no momento atual, avaliou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Elas vêm se mostrando menos eficientes do que foram no passado recente. Se a gente comparar o potencial de crescimento que se teve no primeiro momento em que isso foi implementado, lá na crise no final de 2008 e no início 2009, é claro que o efeito disso foi muito mais intenso do que tem sido”, frisou o analista.

“Isso já se observa há algum tempo, principalmente quando se analisa o comportamento de produção de automóveis. É de um menor dinamismo do que já apresentou em outros períodos”, exemplificou Macedo.

Entre as políticas de incentivo estão a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a taxas de juros subsidiadas.

De acordo com o gerente, há um esgotamento na capacidade de compra das famílias. Além disso, os brasileiros já estão com a renda comprometida com outros tipos de dívida. “A evolução da renda também caminha numa velocidade menor do que no passado. É uma série de fatores que ajudam a entender a diferença de comportamento quanto se analisa a eficácia dessa política em períodos distintos”, disse o analista.