PIB sobe 1% no 1º trimestre e sai da recessão, informa IBGE

Foi a primeira alta nessa medida após 8 trimestres seguidos de queda. Na comparação com o 1º trimestre de 2016, o PIB caiu 0,4%.

São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1% no 1º trimestre de 2017 em relação ao 4º trimestre de 2016 na série com ajuste sazonal, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a primeira alta nessa medida após 8 trimestres seguidos (dois anos) de queda. Por essa medida, acabou a recessão, mas há dúvida se a trajetória é consistente e vai continuar.

Na comparação com o 1º trimestre de 2016, o PIB caiu 0,4%. No acumulado dos quatro trimestres até o primeiro trimestre de 2017 e, comparação com os quatro trimestres imediatamente anteriores., o PIB teve queda de 2,3%.

O resultado veio dentro da expectativa do mercado. Uma média de 25 projeções compiladas pela Bloomberg News previa 1% de alta, assim como o Ibre/FGV. Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vinha projetando alta de 0,7%.

O resultado de hoje dá força ao discurso do presidente Michel Temer de que a economia brasileira está em um ponto de inflexão e que a crise econômica está ficando no passado.

Mas a crise política que se instalou com a delação premiada de executivos da JBS traz novas turbulências e tem feito os economistas reverem suas projeções para os próximos trimestres.

Setores

O resultado do trimestre foi puxado pela Agropecuária, que cresceu 13,4% em relação ao trimestre anterior e 15,2% em relação ao mesmo período de 2016.

Já a Indústria subiu 0,9% em relação ao trimestre anterior, mas ainda acumula queda de 1,1% na comparação anual.

Houve alta anual em áreas como Extração Mineral (+9,7%) e queda em setores como Construção (-6,3%) e Indústria de Transformação (-1%).

Os Serviços ficaram estagnados na comparação trimestral mas tiveram queda de 1,7% em relação a 2016.

Todas as outras principais medidas de demanda interna continuam em queda. O consumo das famílias, por exemplo, a mais importante delas, teve queda de 0,1% no trimestre e de 1,9% em relação a 2016.

“Esse resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de crédito e mercado de trabalho ao longo do período”, diz o comunicado.

A formação bruta de capital fixo, que mede o investimento na economia, caiu 1,6% na comparação trimestral e 3,7% na comparação anual.

A taxa de investimento como proporção da economia caiu mais de um ponto percentual em um ano: foi de 16,8% no primeiro trimestre de 2016 para 15,6% no primeiro trimestre de 2017.

Já a taxa de poupança teve um movimento contrário e em um ano foi de 13,9% para 15,7% do total do PIB.

As exportações subiram 1,9% comparado ao ano anterior enquanto as importações subiram 9,8%, efeito de uma valorização cambial de cerca de 20% no período e também da recuperação econômica.

Na comparação internacional, o Brasil ficou em último lugar entre 39 países no ranking de crescimento anualizado divulgado pela Austin Ratings.

Veja os principais números do PIB do trimestre:

Período de comparação PIB
1º Tri 2017 / 4º tri 2016 1,0%
1º Tri 2017 / 1º Tri 2016 -0,4%
Acumul. 4 tri / Acumul. 4 tri anteriores -2,3%
Valores correntes no ano (R$ bilhões) 1.594,5

 

Período de comparação Agropec. Indústria Serviços
1º Tri 2017 / 4º tri 2016 13,4% 0,9% 0,0%
1º Tri 2017 / 1º Tri 2016 15,2% -1,1% -1,7%
Acumul. 4 tri / Acumul. 4 tri anteriores 0,3% -2,4% -2,3%
Valores correntes no ano (R$ bilhões) 93,4 291,1 996,4

 

Período de comparação Investimento Cons. Fam. Cons. Gov.
1º Tri 2017 / 4º tri 2016 -1,6% -0,1% -0,6%
1º Tri 2017 / 1º Tri 2016 -3,7% -1,9% -1,3%
Acumul. 4 tri / Acumul. 4 tri anteriores -6,7% -3,3% -0,7%
Valores correntes no ano (R$ bilhões) 248,6 1.003,6 307,6

 

Comentários

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  1. Maravilha ;)
    Eu acho que está na hora de investir em BitCoins neste momento… Eu sempre quis aprender sobre essa moeda. Depois de ler dois livros, acho que encontrei as respostas.
    Eu resumi eles aqui: https://blog.akop.com.br/lista-dos-melhores-livros-sobre-bitcoins-aprenda-a-vender-comprar-e-minerar/

  2. Jorge Almada

    A RECESSÃO ACABOU MESMO? COMO JÁ AFIRMOU O GOVERNO,
    A taxa de desemprego, que calcula o número de desocupados em relação à população em idade de trabalhar, subiu de 11,2% para 13,6% no período. Foi a pior taxa para um trimestre encerrado em abril desde o início da pesquisa, em 2012.
    Este aumento do PIB de 1,0% é devido foi puxado pela Agropecuária, que cresceu 13,4% em relação ao trimestre anterior, já a Indústria subiu 0,9% em relação ao trimestre anterior, mas ainda acumula queda de 1,1% na comparação anual. Os Serviços ficaram estagnados na comparação trimestral, mas tiveram queda de 1,7% em relação a 2016. Setores Industriais e de Serviços são o que mais geram empregos.
    A Redução da Taxa Selic tem pouca influência sobre os Juros aplicados no Comércio e pelos BANCOS. Vejam se o governo estivesse mesmo interessado no AUMENTO DO CONSUMO daria exemplo ao mercado financeiro reduzindo os JUROS DOS BANCOS PÚBLICOS, BANCO DO BRASIL E CAIXA ECONOMICA FEDERAL. Atualmente os juros MENSAIS para empréstimos PESSOAIS estão próximo de 5% ao mês, para uma inflação prevista para 4,5 % ao ano.

  3. Já começaram a ser reduzidos ontem mesmo, só ler!!!!!

  4. persianasflaci.blogspot.com

    Só se for na cabeça do governo , pois estamos em uma recessao muito forte ..

  5. Fabio Mattos

    Presidente….. Temer …. ajude o pais a crescer + AINDA…. ‘RENUNCIE’….. ninguém acredita nos políticos e na forma de administrar este pais…. vocês são todos corruptos…. e a nação agoniza na impunidade…. seja digno…… SAIA.

  6. Vladimir Gonçalves

    Agora, me digam: O que tem a ver a Previdência com a crise? Se o PIB está crescendo, mesmo sem a deforma da Previdência e Trabalhista, fica mais que comprovado, como muitos afirmam, que o déficit não é das leis trabalhistas e previdenciárias.
    Só os políticos pararem de gastar, distribuir dinheiro como o Sílvio Santos e pararem de roubar, que o país nunca terá crise. Também, não vender o país para potências estrangeiras, e não entregar nossas riquezas também às potências estrangeiras. Simples assim!

  7. Vladimir Gonçalves

    Se acabou, então, por que ainda existem quase 20 milhões de desempregados e continua crescendo? Não venham dizer que é culpa da Previdência e das leis Trabalhistas, pois as crises no Brasil sempre foram provocadas pelos próprios políticos, e os empregos sempre foram abundantes, principalmente nos tempos do regime militar, onde passavam carros de som nas portas das indústrias, chamando quem estivesse nas filas de vagas e empregados das empresas, para serem contratados. As empresas disputavam entre si pelos trabalhadores e candidatos. Isso por que o país tinha governo de verdade, governo pelo povo e para o povo.
    Hoje, o país foi entregue aos empresários, principalmente os estrangeiros, as empresas também entregues aos estrangeiros.