Petróleo opera estável, pressionado por dólar e à espera da Opep

Às 9h03, o petróleo WTI para janeiro, contrato mais líquido, caía 0,02%, a US$ 45,97 o barril, e o Brent para janeiro subia 0,09%, a US$ 46,53 o barril

Londres – Os contratos futuros de petróleo operam com volatilidade, mas reduziram as perdas mais fortes de mais cedo. O dólar forte pressiona a commodity, enquanto o mercado espera a realização do encontro de países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no dia 30, quando se tentará fechar um acordo para conter a oferta e estabilizar os preços.

Às 9h03 (de Brasília), o petróleo WTI para janeiro, contrato mais líquido, caía 0,02%, a US$ 45,97 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro subia 0,09%, a US$ 46,53 o barril, na ICE.

A Opep, que controla mais de um terço do petróleo mundial, tentará fechar um acordo sobre cotas de produção. Alguns países, porém, já pediram para ficar de fora da iniciativa.

O mercado é particularmente sensível a declarações vindas de Doha nesta semana, onde há conversas entre membros da Opep nos intervalos de um fórum do setor.

O cartel anunciou anteriormente um acordo preliminar para cortar a produção de petróleo para entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia, após em outubro a Opep registrar nível de produção de 33,83 milhões de barris por dia.

O ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, disse à emissora saudita Al Arabiya na quinta-feira que está “otimista” com a possibilidade de se fechar um acordo em setembro.

Hoje, o ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, também mostrou-se otimista com essa possibilidade, segundo a agência Interfax.

Observadores do mercado, contudo, mostram ceticismo. “Há muita incerteza sobre a capacidade da Opep chegar a um acordo”, disse Peter Lee, analista de petróleo e gás para a Ásia da BMI Research. “Eu pessoalmente não estou otimista.”

O impacto de qualquer acordo entre os membros da Opep para reduzir a produção poderia também ser compensado pelo aumento da oferta de países de fora da Opep, como a Rússia, onde a produção atingiu a máxima desde o fim da União Soviética em outubro, em 11,2 milhões de barris por dia.

Analista da Global Risk Manager, Michael Poulsen lembra que Moscou já deu declarações conflitantes sobre sua participação no esforço da Opep. A produção dos EUA também está em foco no mercado. Às 16h, a Baker Hughes divulga seu levantamento de poços e plataformas em atividade na última semana no país.

Os mercados de petróleo também estão pressionados pela força do dólar, após declarações da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Janet Yellen, elevarem a expectativa de que os juros serão elevados nos EUA em dezembro. Um dólar mais forte torna o petróleo mais caro para os detentores de outras moedas. Fonte: Dow Jones Newswires.