Petrobras diz que abastecimento de gasolina de aviação será normalizado

A companhia havia informado que a manutenção da refinaria de combustível para aviação acabaria em junho, mas adiou o prazo para dezembro

Rio de Janeiro A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que o abastecimento de gasolina de aviação no país está sendo normalizado, após problemas de oferta registrados no último fim de semana em meio a dificuldades da companhia na contratação de estoques adequados para o combustível.

A falha ocorre enquanto a Petrobras realiza desde agosto parada para manutenção na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), única unidade brasileira que produz gasolina de aviação no Brasil.

 

Em janeiro, a companhia havia informado que a manutenção teria fim em junho. No entanto, atualizou nesta sexta que o término ocorrerá apenas em dezembro, sem dar detalhes.

Para suprir a demanda no país, a companhia está realizando importações e administrando tancagem em Santos (SP). “A última importação descarregada no terminal de Santos no dia 7 de junho é suficiente para atendimento dos clientes por um período de três meses”, disse a empresa.

Os impactos no suprimento, segundo a Petrobras, ocorreram depois que a autoridade portuária licitou área de tancagem em Santos que estava sendo utilizada pela empresa, no Terminal da Granel Química Ltda, e o vencedor estava impedido de manter os serviços de armazenagem.

A empresa destacou que a contratação de armazenagem adequada à movimentação do combustível demorou, por falta de oferta, e desde o fim de maio, tem trabalhado de forma contingencial, com anuência da ANP, em um terminal cuja configuração de tancagem apresenta “algumas restrições para o abastecimento”.

“A Petrobras informa que já contratou uma nova armazenagem, que está em processo de homologação junto à ANP com previsão de início de operação para final do mês de junho, cuja configuração é mais adequada à movimentação do produto”, disse a empresa.

“Essa nova contratação permitirá a operação otimizada de descargas de navio em Santos, trazendo maior confiabilidade ao suprimento.”